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    Os Guerreiros do Selo

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    Drijunior

    Mensagens : 12
    Data de inscrição : 04/01/2014
    Idade : 21

    Os Guerreiros do Selo

    Mensagem por Drijunior em Dom Jan 12, 2014 9:15 pm

    Capítulo 1- Uma nova amiga e uma família desconhecida
    Era mais um domingo comum, tudo igual, como sempre foi, até chegar à noite, após minha avó sair para ir ao bingo e meu avô ter ido dormir, eu resolvi sair um pouco para esfriar a cabeça, eu tinha cabelos curtos, usava óculos, aparelho nos dentes, estava com uma camiseta de meia manga, bermudas e tênis pretos, eu ia em direção a alguns bancos que ficavam perto de um bosque, então eu escutei o som de passos, e quando olhei ao meu redor vi dois olhos azuis brilhando como olhos de gato eu comecei a segui-lo até chegar ao um beco sem saída, e foi nesse momento que esse ser misterioso veio para cima de mim e com reflexo eu o agarrei e empurrei até a luz para ver melhor o que era, e descobri que era uma garota, mas era diferente de qualquer um que eu já havia visto, ela estava usando uma super armadura robótica, quase uma geladeira, ela estava com o cabelo preso em um rabo-de-cavalo, o rosto muito bonito, mas não mostrava a pele, era como se tivesse um pelo bem curto no rosto, era como os pelos dos gatos, mas era quase imperceptível se você não tocasse, e ela também não tinha orelhas humanas, eram orelhas de gato em cima da cabeça,  então eu a soltei, e ela me questionou:
    - Por que me soltou? Sabe que agora eu poderia te atacar e dar um fim a isso agora?
    - Soltei, pois vi que você não é má, e sabia que não me atacaria. – Respondi a ela - Mas pode explicar o que você faz por aqui?
    -Nada que seja do seu interesse – ela me respondeu. Apesar do que, não aconteceu com ele o que normalmente acontece com os outros que se aproximam de mim, será que é ele aquele que me libertará? -Pensou com si mesma.
    - Mas me explique duas coisas, uma: por que você está usando uma armadura robótica, e segunda: por que você tem orelhas em cima da cabeça como um gato? Questionei-lhe.
    - Certo, já que você não se assustou e correu ou ficou paralisado e depois desmaiou como os outros te contarei toda a minha história. -Ela me respondeu e começo a me contar sua história: Eu sou filha única, pois durante meu nascimento, houve algumas complicações e nisso minha mãe não pode mais ter filhos, só que eu tinha alguns problemas, eu não via direito, tudo que eu comia vomitava, e eu tinha asma, renite, sinusite, e eu mal podia sair de casa, e ficava de cama tomando soro.
    -Espere aí! -A interrompi- Para alguém que estava como você acabou de descrever, você está bem melhor, mas como isso aconteceu?
    - Calma que eu já chego lá. -Me respondeu.
    - Mas acho melhor antes irmos para minha casa antes que meu avô acorde ou minha avó volte, e se isso acontecer estarei numa bela encrenca. – lhe falei.
    - Certo, mas se eu for com você não vão brigar com você? – Ela me perguntou.
    - Se você ficar escondida e ninguém te achar vai ficar tudo numa boa. – Respondi a ela.
    - Certo então vamos.
    Ao chegar em casa fomos para o meu quarto e mostrei a ela uns lugares que ela poderia se esconder caso minha avó chegasse e ela preferiu dentro do guarda roupa, já que segundo ela, ela conseguiria ficar lá em silêncio até ser seguro sair de lá. E após estarmos confortáveis, ela voltou a contar sua história:
    -Bem, como dizia antes de você me interromper, eu ficava de cama tomando soro, e meu pai era um cientista muito renomado, começou a procurar alguma cura para isso ele passou noites em claro pesquisando, enquanto meu estado ficava cada vez pior, até que ele encontrou uma coisa que era cruzarão de espécies, ou seja, pegar duas espécies diferentes e combinar partes certas do DNA para corrigir problemas e doenças, apesar do que havia um custo para isso, que seria a mudança de aparência, então ele começou a ver animais que poderiam alterar meu DNA e me curar de tudo manter uma boa aparência, e no final a escolha que meu pai fez foi a do gato, de tal forma, eu seria curada e não haveria tantos efeitos colaterais além de bruscas mudanças de aparência, que no caso foi que meus dedos dos pés e das mãos se fundiram e criaram garras retrateis, eu ganhei uma cauda, e meus olhos mudaram para de castanho escuro para azul e, eu vejo no escuro perfeitamente, minhas orelhas mudaram de lugar e ficaram como a de um gato e cresceu pelos por todo o meu corpo e meu cabelo que antes era castanho ficou quase branco como você pode ver agora.
    - E toda essa transformação não doeu? Certo, mas por que você estava no bosque à uma hora dessas? E por que você está usando essa armadura?– Perguntei a ela.
    - Não, não doeu, pois ocorreu quando eu estava dormindo, então foi indolor, mas se acalme eu já vou chegar a esse ponto. Bem, como eu dizia, após tudo isso, meu pai sabia que eu não seria aceita na sociedade como uma pessoa, e se o governo descobrisse a respeito de mim, eles me prenderiam e me fariam de cobaia para algum experimento, então meu pai achou que era melhor que eu não ficasse em casa, já que ele recebia muitos antigos colegas de trabalhos que ele tinha, era melhor que eu fugisse para a floresta, e para isso ele me deu essa armadura que me ajudou a caçar, pescar, cozinhar e várias outras coisas, e sempre que alguém me encontrava a armadura liberava uma espécie de gás para que a pessoa desmaiasse e pensasse que tudo tinha sido apenas um sonho, mas isso só acontece com pessoas que contariam o meu segredo, então já que não houve nada com você, certamente você não contará nada sobre mim, certo?
    -Claro, só mais uma coisa, onde seus pais moram? – Perguntei mais uma vez.
    - Já que eu sempre os vejo olhando de longe, eles ainda moram aqui, acha que podemos ir lá agora? – Ela me perguntou.
    - Claro, dá tempo sossegado, vamos lá! – Respondi a ela.
    - Mas antes, você poderia me ajudar a tirar essa armadura, eu uso ela desde que eu tinha quatro anos, e eu já tenho 14 anos, ou seja, eu fiquei com essa armadura por 10 anos.
    -Certo, mas por que você mesmo não a tira? – Perguntei.
    - Explico, em primeiro lugar, a armadura não me permite alcançar, e em segundo lugar só o DNA de um humano pode abri-la, coisa que não tenho já faz um bom tempo.
    - Certo, é só apertar esse botão aqui nas costas, certo?
    - Isso, aperta aí e ela vai abrir, mas relaxa, minha roupa está inteira, a armadura a regenerava sempre que ela rasgava, então está inteira.
    - OK.
    Então eu apertei o botão e a armadura se abriu, e ela saiu, ela usava um vestido preto, com detalhes em vermelho nas bordas, as mãos e pés eram como ela havia me dito, 3 dedos na mão, 2 nos pés, garras retrateis, uma cauda e pelos sobre o corpo, senti uma vontade de fazer carinho nela, mas me contive. Então ela me pediu:
    - Você poderia levar a armadura para mim, é só me seguir que eu te guio até a casa dos meus pais, é que eu quero fazer uma surpresa para meus pais, eles nem vão acreditar que eu achei alguém que pode me ajudar e vou voltar para casa. – Ela me disse sorrindo muito.
    - Certo então vamos, você pode me ajudar a subir a escada com isso? -Perguntei.
    - Claro, mas quero que você seja como uma surpresa para eles, eu acho que vão ficar felizes por saber que existe mais alguém além deles que me aceita como eu sou.
    - Certo, vá na frente para surpreendê-los enquanto eu levo a armadura, mas sério, ela é bem pesada.
    Então a garota gato foi na frente e entrou foi até um apartamento e tocou a campainha e enquanto eu me aproximava pude ouvir alguém dizendo:
    - Quem será a essas horas?
    Suspeitei ser o pai dela, já que era uma voz masculina, então ao me aproximar mais da porta, ouvi a porta abrir e de repente ouvi aquela voz gritar:
    - Filha você voltou! Que felicidade! Querida, nossa garotinha voltou!
    E depois ouvi uma voz feminina dizendo:
    - O quê?! Mas isso é impossível!
    - Será que alguém pode me ajudar, esse treco é muito pesado! – Gritei para ver se alguém vinha me ajudar.
    - Espera aí! Se você está sem a armadura significa que você achou alguém que vai guardar o seu segredo e nos ajudar! – Exclamou o pai dela – E ele está ali fora trazendo a armadura sozinho?!
    - Sim... - Respondeu ela.
    - Vamos lá ajudá-lo, você não a sente pesada pois você viveu com ela por 10 anos e ela foi aumentando de peso, sabe o quanto deve estar pesada agora?
    - Verdade, tinha esquecido disso!
    Só que quando eles foram me ajudar eu já tinha desmaiado, então eles levaram a armadura e eu para dentro, e me ajudaram a acordar, e me perguntaram se eu estava bem, e me convidaram para ir ao laboratório.




    Drijunior

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    Re: Os Guerreiros do Selo

    Mensagem por Drijunior em Dom Jan 12, 2014 9:18 pm

    Capitulo 2- Uma difícil escolha a se tomar
    Após ter me recuperado do desmaio por causa do peso da armadura, os pais da minha nova amiga me levaram ao quarto deles para ver o laboratório, mas eu perguntei a ele:
    - Esse lugar não pode ser um laboratório, é só um quarto normal não é?
    - Claro que não é, pegue aquela estatua para mim por favor. – Ele me respondeu.
    Concordei com um gesto de cabeça simbolizando sim, peguei a estatua, e ao retira-la uma escada se abriu no chão, e ele pediu:
    - Desçam por favor.
    Então começamos a descer, eu olhei para os pais da garota, o pai era um homem alto, com os cabelos penteados, olhos e cabelos pretos, usava roupas sociais, a mãe dela tinha cabelos compridos, pretos também, olhos castanhos, usava uma camiseta branca e um short, ambos pareciam muito felizes em ter a filha de volta, e meu coração batia como se aquilo me trouxe uma felicidade que não parava de aumentar. Então comecei a perguntar:
    - Me desculpe à curiosidade, mas eu não perguntei antes, qual o nome seu nome?
    - Essa eu respondo- disse o pai dela- ela não tem, pois por causa dos problemas que ela tinha desde que nasceu e como a mudança na aparência não tivemos tempo para dar um nome para minha filha, mas qual você acha que deveria ser? – Me perguntou.
    - Eu? Mas por que eu?- Perguntei assustado.
    - Claro, você fez com que nossa filha voltasse, e sei que você vai saber o que fazer para ela poder voltar a sair normalmente como se fosse uma pessoa normal. – Me respondeu. Ele parecia até estar lendo minha mente.
    - Entendo, deixa-me ver, hoje é um belo dia de lua cheia, e ela me lembra a lua por causa do cabelo e pelos brancos, podemos chama-la de Luna mas dizer que o nome dela é Luana para ninguém achar estranho esse nome, que tal?- Perguntei a ela e seus pais.
    - Eu gostei, Luana Maschinen, vai ficar bom, não concordam? – A mãe me disse.
    - Eu também gostei – Disse o pai.
    - Eu não gostei, eu adorei! – Respondeu Luna.
    -Então está decidido! Mas agora que tocamos nesse tema de nomes, que eu me toquei que eu não me apresentei! - Exclamei apavorado.
    - Não foi culpa sua, aquela armadura te derrubou e no susto acabamos esquecendo isso também, eu sou Sarah, muito prazer. – Disse a mãe de Luna.
    - E eu sou Robert muito prazer, e você é? – Me pergunto o pai da Luna.
    - Eu sou Adriano, muito prazer, mas aqui não é um pouco grande para ninguém nunca ter percebido? – Perguntei ao Robert.
    - Verdade pai, quando eu era criança aqui devia ter apenas metade do tamanho. – Disse Luna.
    - Está certa minha filha, durante a sua ausência, eu ampliei o lugar para pesquisar melhor algum meio de te devolver a sua aparência normal, mas não consegui, pois o soro que eu fiz ignora qualquer antídoto para remover a sua aparência felina, e Adriano, não se preocupe, aqui é completamente indestrutível, não pode ser detectado por nenhum tipo de radar, e nada conseguiria se infiltrar aqui, nem mesmo lava pura.
    - Senhor Maschinen, o senhor disse que nada conseguiu alterar a aparência por causa do soro que o senhor criou, mas o senhor chegou a pensar na possibilidade de criar algo que projete um holograma por cima dela própria, e camuflasse a cauda, assim ela poderia ficar a vontade com a roupa de preferência, e assim ela entraria na sociedade sem ser notada, de forma segura e imperceptível, o que o senhor acha?
    - Adriano, você é um gênio, eu jamais pensaria nisso, eu com certeza posso fazer isso rapidamente, se importa se pararmos aqui por um instante para eu fazer esse holoprojetor. Importam-se se pararmos uns 5 minutos?
    - Claro que não, mas e se minha avó chegar e eu não estiver lá ela vai ficar preocupada. Falei ao Robert.
    - Não precisa se preocupar Adriano, durante vários anos de expansão aqui meu marido fez tuneis para todos os quartos do condomínio, mas você só pode sair em algum lugar se não houver nenhum ser vivo no quarto que você deseja sair, então ao chegar aqui, Luna nos contou onde você morava e meu marido mandou um androide para ficar dormindo em seu lugar até você poder voltar para lá, então não terá por que alguém se preocupar. Disse Sarah.
    - Certo. Ainda bem, eu imaginei o quanto seria ruim se minha avó descobrisse sobre eu sair sem a permissão dela.
    -Pronto! – Gritou Robert- Acabei de fazer o holoprojetor!
    - Nossa pai, foi bem mais rápido do que você era antigamente, quando fez a armadura, não levou nem 5 minutos.
    - Pois é agora vamos testar.
    Então Robert colocou a pulseira holoprojetora no braço de Luna e a ligou.
    - Nossa, está funcionando perfeitamente!- Disse Sarah
    - Mas para mim ela continua igual, nada mudou. – Falei estranhando.
    - Mas é claro que para você ela continua igual, vocês dois tem um laço muito poderoso, que nem uma projeção holográfica pode enganar os olhos de vocês em relação de um para o outro. - Explicou o pai da Luna
    - Nossa quem diria que isso era possível.
    - Pois é, mas agora gostaria de mostrar um quarto que eu fiz especialmente para você caso você voltasse em algum dia e eu ainda não tivesse descoberto como te devolver à sua verdadeira aparência e tirar aquelas vontades estranhas de gato que eu não consegui tirar.
    - O que é? Me conta vai! – Exclamou Luna toda animada.
    Então pegamos um elevador e ao chegarmos à parte mais profunda, Robert disse:
    - Veja por você mesma, eu fiz esse lindo lugar para você poder se exercitar e se divertir sem ser atrapalhada por ninguém, e ainda descansar caso queira.
    - Nossa pai! Quanta coisa legal, uma cama com formato de cesta, um arranhador gigante, uma caixa cheia de novelos de lãs e até um disparador de luz! Eu adorei!
    -Certo, que bom que gostou, por que não vai testar tudo enquanto eu converso um pouco aqui com o Adriano?
    - OK, eu já estou indo.
    Então nós fomos até uma parte onde havia algumas mesas, então Robert começou a falar:
    - Sente-se, eu gostaria de pedir a você dois favores muito importantes.
    - Não se preocupe, eu sei que você vai guardar esse segredo sem problema algum.
    - Não é isso, pois sei que é um bom rapaz e não contará a ninguém, mas o primeiro favor que eu gostaria de saber é se você se importaria de passar seu conhecimento escolar para a Luna, pois ela nunca foi à escola, e sei que você é muito inteligente.
    - Mas não tem como eu passar todo o conhecimento da noite para o dia.
    - Não mesmo, mas existe um aparelho alguns andares acima, que permite passar conhecimento de uma pessoa para a outra, então eu posso pegar todo o seu conhecimento que de relação à escola e passar para a Luna como que num passe de mágica.
    - Mas isso é seguro? Se for eu aceito com prazer.
    - Claro que é seguro, nunca arriscaria ninguém sem antes ter certeza que é seguro, mas o segundo favor eu acho que você vai achar bem estranho.
    - Pode falar, tentarei não achar estranho.
    - Certo, o segundo favor eu gostaria que deixasse a Luna te dar um beijo.
    - Você tinha razão, isso é estranho, não é normal um pai querer que a filha beije logo, normalmente eles tentam evitar o máximo possível que isso aconteça. Pode me explicar o por quê?
    - Claro, sabe ela te contou sobre o soro que a transformou e salvou a vida dela, mas o que ela não sabe é que se ela fizer qualquer transfusão de DNA, para outra pessoa, desde um simples beijo até uma transfusão de sangue, se a pessoa ainda não tiver quinze anos, ela será transformada da mesma forma que ocorreu com a Luna, eu estou te pedindo isso, pois sei, e acho que você também sabe, que qualquer um que conheça o verdadeiro eu dela, vai desistir dela na hora, mas vejo que você não se importa apesar da aparência que ela possui, poderia me explicar o por quê?
    - Sim, explicarei com o maior prazer, um dos maiores sonhos que eu tive e ainda tenho é ter uma transformação e quando eu encontrei sua filha desse jeito, vi que ela era muito especial, já que ela por mais que muitos outros digam que ela é esquisita, estranha e anormal, eu a vejo como alguém que teve muita sorte, uma sorte que nunca cheguei a ter, mas agora que o senhor me propôs isso não tenho mais certeza sobre se ainda quero ser transformado ou não.
    - Entendo, mas não precisa responder isso agora, pode ser amanhã ou até terça, mas esse será seu limite máximo, caso concorde você terá minha permissão para ser o namorado dela, se bem me entende, nem eu e nem a minha esposa podemos ser como ela mais, e dessa forma, não sabemos como ela se sente em relação ao que houve com ela nesse longo período de tempo, eu espero que me responda em breve, mas agora vamos para o aprendizado! Luna, depois você brinca mais, está na hora de você se preparar para ir para a escola.
    - Como assim pai?
    - Simples, eu vou usar um copiador de conhecimento, e copiar partes do conhecimento do Adriano, e passar para você assim, vocês poderão ter os mesmo nível de conhecimento e participar das mesmas tarefas que ele.
    - Eba! Então vamos.
    Então fomos até o elevador, subimos alguns andares e chegamos ao transferidor de conhecimentos, e após chegarmos lá, nos sentamos, um em cada cadeira, e o pai da Luna ativou a maquina, escolheu o que seria transferido e a Luna recebeu cópias de todo o meu conhecimento, dando dessa forma nossa nivelação de conhecimento ficou igual e assim, ela poderia ir comigo aos mesmos lugares e ficarmos sempre juntos.
    Após a transferência ter sido completada, o pai da Luna pediu:
    - Por favor, leve Adriano até a casa dele, é só seguir esse túnel e estarão no quarto dele, entendido?
    - Claro pai, eu vou com ele até lá e já volto rápido.
    Então nós fomos andando enquanto isso ficava pensado o que deveria fazer a respeito do segundo favor que o pai da Luna me pediu, até que ela me disse algo que me chocou:
    - Adriano, eu sei sobre a conversa que você teve com meu pai, ele acidentalmente transferiu isso junto com os conhecimentos, então eu sei que você não sabe o que fazer, mas saiba de uma coisa, ficarei feliz de qualquer jeito, só de ser sua amiga já estou feliz. Bom aqui está seu quarto, tenha uma boa noite de sono e até amanhã.
    - Até mais, e bom sono para você também.
    Após ela ter dito aquilo para mim eu fique pensando comigo mesmo:

    -“Mesmo sabendo que pode ficar sozinha para sempre caso eu não concorde com ser transformado, ela continua feliz por ser minha amiga, apesar do que, ela ainda é inocente e tem uma felicidade incrível, e eu sei que ela gosta de mim pelo que eu sou, e não quer me mudar, apenas quer que eu seja eu mesmo, então acho que já sei qual a decisão certa a tomar, e amanhã mesmo eu já direi minha resposta”

    Drijunior

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    Re: Os Guerreiros do Selo

    Mensagem por Drijunior em Dom Jan 12, 2014 9:18 pm

    .Capitulo 3- O pedido e a decisão
    Após uma boa noite de sono, estava na hora de ir ver se os pais a Luna e seus pais já tinham acordado, e ao chegar lá vi pela janela que já estavam de pé e se preparando para o grande dia que seria aquele, então fui até lá e toquei a campainha, e a Luna me atendeu com um sorriso que emanava alegria e inocência, e disse a seus pais:
    - Pai! Mãe! O Adriano está aqui, ele pode entrar?
    - Que pergunta é essa minha gatinha, é claro que ele pode. – Respondeu Sarah.
    - Você ouviu minha esposa, entre por favor, mas eu já vou indo para fazer a transferência da Luna para a sua escola, garantindo que ela fique na mesma classe e em um lugar próximo a você, e também inscreve lá no curso de inglês e para ela fazer as provas para alcançar o seu nível e ter aula junto com você. – Disse a nós o pai de Luna.
    - Certo, espero que de tudo certo. – Disse a ele para dar lhe confiança.
    - Adriano, Luna me contou o que houve durante a transfusão de memórias, e gostaria de saber se já tomou sua decisão. – Me disse confiante que já tinha me decidido.
    - Eu refleti ontem antes de me deitar para dormir, e creio que a decisão certa é que eu me transforme, sempre quis que isso acontecesse, e agora que tenho isso em minhas mãos, não posso simplesmente jogar tudo para o alto, e também penso que não será fácil encontrar alguém que saiba aceitar a Luna como ela é, então acho que é meu dever fazer isso, pois sei que gosto dela como ela é. – Respondi a ele com firmeza.
    - Nossa, se você pensa assim, sei que cuidará bem da minha filha, e também não podemos nos esquecer do bônus que isso trará a você. – Disse Luna a mim e a seu pai.
    - Que bônus? Questionei a ela.
    - Pode deixar que eu te explico -falou Robert- é que da mesma forma que a transformação vai ocorrer com você do mesmo modo que a minha filha, você também será curado de todas às doenças que você tem, ou seja, não vai mais precisar de óculos, a sua érnia vai desaparecer, e o seus dentes vão ficar ser corrigidos, te livrando do aparelho.
    - Legal! Mas antes de rolar tudo isso da transformação, eu gostaria que a Luna me ajudasse a fazer algumas coisas que eu gostaria de saber fazer antes de ser transformado. – Respondi alegremente.
    - E o que seriam essas coisas? – Me perguntou Luna.
    - Eu gostaria de saber andar de bicicleta, ter conseguir pular de uma escada até o chão dar um beijo na garota mais linda e especial que eu conheço. –Respondi a ela.
    - Então acho que só vamos poder realizar as duas dessas, que são fáceis, pois a terceira não faço a mínima ideia de qual é essa garota linda e especial que você conhece. –Me disse Luna desanimada.
    - Sua bobinha, você é essa garota, você é única, linda e especial, então, você me ajuda com isso? -Lhe perguntei.
    - Claro! Então vamos começar com o pulo da escada? – Ela me perguntou.
    -Sim vamos!
    Então nos fomos e o pai de Luna já saiu também, e enquanto nós fomos até a escada para eu pular de lá, o pai de Luna foi até a escola para fazer a inscrevê-la lá, ele foi pensando:
    -“Eles vão precisar saber uma hora ou outra o que houve, e espero que eles estejam prontos para o que está por vir.”
    Enquanto ele saia, eu fiquei com Luna para ela me ajudar a conseguir fazer o salto, então ela me explicava:
    - Olha, você só precisa dar um pulo para frente com toda a força que você conseguir, é simples.
    - Mas e se eu não conseguir, posso acabar me machucando se eu não conseguir.
    - Relaxe, eu vou estar aqui embaixo, então qualquer coisa eu te pego, e lembre-se, eu sou parte gato, e tenho ótimos reflexos. Se tiver dúvida, joga algo daí e eu fico de costas, e vou pegar.
    - Não, eu acredito em você, então se eu não conseguir, por favor, me pegue.
    - Certo, então flexione os joelhos, coloque toda a sua força e de um belo de um pulo na minha direção e não tenha medo, qualquer coisa eu te seguro, entendeu?
    - Sim, então lá vou eu!
    Então eu pulei, mas não consegui, quase dei com a cara no chão, mas a Luna me pegou, e eu não desisti subi de novo e tentei de novo, mas continuei sem conseguir aterrissar, até que a Luna fez uma vez, e disse:
    - Se você fizer assim, vai conseguir, então faça o que estava fazendo antes, mas quando estiver no ar já se prepare para a chegada, dobrando os joelhos para não receber o impacto com força total, entendeu?
    - Certo, eu vou tentar.
    Então eu fui, peguei o impulso, pulei e me posicionei para não receber tanto o impacto, e eu consegui.
    - Foi perfeito! Acho que nem eu faria melhor. – Luna me disse.
    - Sério?
    - Não, mas depois que acabarmos tudo com certeza você vai ficar melhor, pois vai ter mais equilíbrio e vai conseguir reduzir melhor o impacto, entende?
    - Sim, com certeza vai ser interessante fazer isso depois.
    - Certo, mas por favor, vamos deixar para depois do almoço para eu te ensinar a andar de bicicleta, pois já é quase hora de almoçar e não vamos conseguir fazer isso direito se estivermos de estomago vazio.
    - Verdade, então eu já vou indo, que horas eu posso voltar?
    - Olha, se quiser, você pode almoçar conosco hoje. – Nos disse Sarah.
    - Mas não sei se minha avó vai deixar.
    - Relaxe, minha mãe é ótima para convencer as pessoas, com certeza ela consegue convencer ela, não é?
    - Verdade, tanto eu quanto o pai dela somos muito persuasivos, convencemos qualquer um, então enquanto eu vou lá à sua casa para convencer sua avó, mostre algumas coisas para o Adriano, já que vão ficar aqui frequentemente.
    - Certo mãe, então vamos explorar os outros andares do laboratório?
    - Legal, então vamos.
    Fomos até o quarto dos pais delas e tendo certeza que não havia possibilidade de ninguém ver, abrimos as escadas para o laboratório e começamos a descer.
    - Eu gostaria de saber como seu pai fez tudo isso, tem vezes que não fazem nem metade disso em dez anos.
    - Também não sei, mas como o meu pai é um gênio, com certeza foi com robôs ou algo do tipo.
    - Verdade, olha só, o que tem aqui?
    - É o simulador de ambiente, assim você pode se ir para qualquer ambiente que exista no universo, assim qualquer um pode estar preparado para qualquer coisa que o universo jogue contra ele.
    - Legal, o que mais de legal tem aqui?
    - Não sei, faz tempo que não venho aqui, sabe fiquei fora por dez anos.
    - Verdade, mas sabe, eu notei que o segundo quarto ainda está vazio, você não vai ficar lá?
    - Não, prefiro o meu quarto aqui embaixo, lembra, onde estávamos ontem.
    - Claro, verdade, pois lá você pode ficar a vontade e nem se preocupar em alguém passar pela janela e te ver sem o holoprojetor e descobrir que você é metade gato.
    - Exato, e aqui tem ar condicionado e um monte de coisas legais para mim pelo menos.
    - Nossa, aqui é realmente grande, quantos andares tem?
    -Aqui? Deve ter uns quinhentos, por quê?
    - E nós vamos descer tudo pelas escadas?!
    - Verdade, acho melhor irmos pelo elevador.
    - Ufa, se não poderíamos ter ficado descendo até a hora de ir almoçar que não chegaríamos.
    - Certo, vamos entrar aqui, e ir pelo elevador daqui.
    - E o que é aqui?
    - Não sei, esse andar é novo para mim, mas antes quando eu estava doente, meu pai sempre pedia para eu não vir aqui durante ou depois da construção, dizia que aqui era muito perigoso.
    - Será que é uma boa mesmo irmos por aqui?
    - Vamos, não vai acontecer nada de mau, pois se fosse não estaria aqui.
    - Entendo, então vamos.
    Ao entrarmos, as portas se fecharam, e se trancaram e ouviu-se uma voz robótica:
    - Sala de sobrevivência ativada, batalhas vencidas zero de dez, iniciando robô de treino nível um, iniciar.
    - Caramba! Uma sala de sobrevivência! Será que vamos sair daqui hoje, ou pelo menos vivos? – Disse para Luna assustado.
    - Relaxa, se trabalharmos juntos podemos vencer tudo! E provavelmente meu pai vai desarmar tudo quando ele chegar.
    - Certo, você por acaso não pode fazer isso?
    - Não meu pai ainda não registrou minha voz, faz um dia que eu voltei, não daria tempo para fazer tanta cosia.
    - Verdade, mas qual é o primeiro robô?
    Então várias barras muito finas se levantaram, e um deslize levava a um fim muito doloroso em um jardim de serras elétricas.
    - Seu pai fez isso aqui para quem? Os fuzileiros?
    - Sei lá, mas eu sei que eu passo por aqui sossegado.
    - Abaixa!- Gritei enquanto a empurrava no chão.
    - Caramba, essa foi por pouco.
    - Verdade, mas sério, se esse é só o primeiro, não quero ver os outros, um robô que solta laser um precipício com serras elétricas e só tem uns caninhos para nós passarmos, isso é um desafio de sobrevivência mesmo.
    - Certo, eu posso chegar até lá, mas precisa de duas pessoas para desligar o robô e vencer essa parte, cada um tem que ficar de um lado da sala colocar a mão ali e daí ele desliga.
    - Mas eu não tenho equilíbrio para passar por isso.
    - Olha vai na frente e me avisa se tiver que desviar de algo, e vai se equilibrando e se você ameaçar cair eu te seguro e ajudo a recuperar o equilíbrio, que tal?
    - Certo, você acha que consegue mesmo?
    - Claro, eu tenho equilíbrio de sobra. E isso vai te ajudar a ganhar equilíbrio para depois quando formos andar de bicicleta.
    - Você ainda está pensando nisso?
    - Claro, eu combinei com você e vou cumprir, mas primeiro vamos indo.
    Ao dar o primeiro passo eu escorreguei e quase cai nas serras, se não fosse pela Luna ter me pegado e me puxado para cima.
    - Eu acho que não deveria ir de chinelos lá, se não você pode acabar caindo e eu não conseguir te pegar, mas além disso, é importante você aprender a andar em diversas superfícies, já que você vai ficar descalço como eu depois da transformação seus pés vão ficar mais macios e silenciosos do que antes, e assim você pode ficar mais a vontade já que com o projetor holográfico, nem vão perceber a diferença.
    - Certo, então vou tirar.
    Então eu tirei e comecei a andar na frente, avisando de todos os perigos que surgiam pela frente e sempre que eu desequilibrava, Luna me pegava e me ajudava a recuperar o equilíbrio, então quando chegamos à outra parte, cada um de nós fomos para um lado para puxar a alavanca, e acabar com aquele ataque, e ao fazermos isso tudo parou, então voltou ao normal, e a porta se abriu e o pai de Luna entrou gritando:
    - Nossa, vocês estão bem? Eu não acredito que vocês entraram aqui! Aqui é só para treinamento! Não deviam ter entrado aqui!
    - Pai... Desculpa, nós só íamos usar o elevador... –Disse Luna quase chorando.
    - Não, eu que me esqueci de avisar sobre esse lugar a você filha, a culpa é minha... Mas o mais importante é que vocês estão bem.
    - Certo, mas você bem que podia rotular as portas para isso não acontecer com algum desavisado ou distraído. – Falei a Robert enquanto acalmava Luna.
    - Você tem razão, mas agora vamos comer, e Adriano, sua avó deixou você almoçar conosco hoje.
    - Nossa, que bom, mas agora vamos indo, creio que o almoço já está pronto.
    - Sim, vamos indo.
    - Certo, agora já estou recuperada, é que foi um susto e tanto.
    Enquanto subíamos, Robert pensava consigo mesmo:
    - “Ufa, ainda bem que não aconteceu nada a eles, seria difícil explicar para a avó dele como isso aconteceu, e sem ele, eu sei que precisaríamos achar outra pessoa para ajudar a Luna quando aquele dia chegar.”
    E após almoçarmos, nós saímos com uma bicicleta especial que o pai de Luna tinha feito para mim.
    - Pronto para ganhar mais equilíbrio aprendendo a andar de bicicleta? –Me perguntou Luna.
    - Claro, mas no que essa bicicleta é diferente das outras? – Perguntei a Luna curiosamente.
    - Eu explico, essa bicicleta tem um sistema que ela fique equilibrada por si própria, é perfeita para iniciantes.
    - Eu sou iniciante?
    - Sim, você está aprendendo agora como andar de bicicleta sem rodinha.
    - Bem, isso é verdade, mas no que isso ajuda?
    - Ande um pouco e eu te explico.
    E após andar um pouco, ela veio a mim e perguntou:
    - Então, não foi fácil?
    - Sim, mas e agora?
    - Experimente, andar com essa, ela também é igual à outra, se equilibra sozinha, então, vá e ande um pouco.
    Então ei andei por mais uma meia hora, e parei, então Luna me disse o seguinte:
    - E aí? Foi diferente?
    - Não foi igual.
    - Aprendi isso com você, foi tudo confiança, tanto a primeira quanto a segunda bicicletas eram comuns, mas você acreditava que elas se equilibravam sozinhas e com isso você conseguiu ganhar equilíbrio confiando.
    - Nossa, você me enganou e com isso me deu confiança para ganhar equilíbrio, mas agora que eu sei, será que ainda vou conseguir?
    - Vamos ver, vamos até o portão e vir correndo de bicicleta de lá até aqui, se você conseguir chegar aqui sem cair você está pronto.
    - Então vamos!
                Fomos e fizemos a corrida e eu nem ameacei a perder o equilíbrio, então eu sabia que agora só faltava uma última coisa para estar pronto.
                - Muito bem, claro que você não conseguiu me vencer porque eu tenho uma vantagem porque eu tenho a vantagem genética.
                - Nossa, mas agora eu estou bem cansado, mal consigo ficar em pé.
                - Eu também, quer saber, vamos dormir um pouco e depois nós fazemos o último item da lista, principalmente porque se fizermos agora você já vai se transformar durante essa soneca, entende?
                - Certo.
                Então fomos e dormimos no quarto da Luna, na cama- cesta da Luna e quando acordamos o sol já estava se pondo então era o momento perfeito para completarmos minha lista de coisas a fazer antes de ser transformado, então fomos para um lugar bem reservado então ela me perguntou:
                - Você tem certeza disso? Você ainda pode mudar de ideia e não fazer isso, vou respeitar sua decisão.
                - Não, você é alguém especial e eu sei que isso é certo.
                - Então vamos lá.
                E após um beijo incrível, do qual foi romântico e espetacular, e sempre nos lembraremos, abrimos os olhos e ela me disse:
                - Seus olhos, ficaram por um momento como os meus, é sinal que tudo funcionou, agora quando você dormir, vai se transformar.
                - Ou eu posso começar a me alimentar de café para sempre e não dormir mais.
                - Sério?
                - Não, eu estou apenas brincando, agora preciso pedir uma coisa para seu pai, vamos lá?
                - Vamos.
                E ao chegarmos lá, Robert estava usando seu computador, e ao entrarmos, eu notei que ele estava assistindo a um vídeo, porém ao entrarmos, ele fechou e veio perguntar o que queríamos, então respondi:
                - Senhor, agora que já fizemos o que tínhamos para fazer, e eu vou me transformar, vou precisar de um holoprojetor, do contrário, minha avó pode acabar notando caso ela entre no meu quarto, vai ver eu transformado, e a última coisa que eu quero é que ela me veja transformado, daí que eu vou ficar de castigo até para sempre.
                - Verdade, então vamos lá para eu te dar um holoprojetor e aproveitando, vou dar equipado com um raio para apagar a memória, caso alguém descubra esse segredo, e vou trocar o seu também Luna, é para a segurança de vocês, mas não vão se aproveitar disso, esse raio só apaga a memória relacionada à pessoa ter te visto transformado, e não vai funcionar um no outro, por ia das dúvidas, então vamos lá, eu já deixei tudo pronto quando vocês sairão.
                - Certo, vamos!
                E enquanto íamos até o laboratório, o pai de Luna pensava:
                - “Quase que eles me pegam vendo aquele vídeo, mas não devo me preocupar com isso agora, eu vou contar a eles quando eu chegar a hora certa”.
                E ao chegarmos lá, o pai de Luna nos deu os novos holoprojetores e pediu nos explicou:
                - Olha, além da função de disfarce, e o raio de apagar a memória, também coloquei um scaneador, assim vocês podem scanear as roupas quiserem e o holoprojetor a coloca na sua imagem alterada, assim, não vão ficar sempre com a mesma roupa. Para apagar a memória basta apontar essa parte para quem te viu e clicar aqui para apagar a memória, e o scaneador, é basicamente a mesma coisa, coloque aponte para a roupa, aperte esse botão e ele já coloca no lugar certo, e também, se colocarem isso em cima de uma mesa e apontar para o lugar que você está, ela projeta a longa distância, então não corre o risco de que durante a noite vocês acabem quebrando sem querer, e Adriano, eu deixei uma roupa para você embaixo da sua cama, assim, a sua roupa normal, não vai rasgar durante a transformação.
                - Certo, então eu já vou indo, já está na hora de eu ir jantar.
                - Tudo bem, então até amanhã. -Me disse Luna.
                - Até! – Respondi a ela.
                - E então, depois da janta, eu estava com muito sono, e fui para a cama mais cedo e ao acordar percebi uma coisa e disse:

                - Nossa!

    Drijunior

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    Re: Os Guerreiros do Selo

    Mensagem por Drijunior em Dom Jan 12, 2014 9:19 pm

    Capitulo 4- O desafio da sala de sobrevivência
     
               
                E ao me levantar, peguei e fui correndo para a casa de Luna para falar com ela a respeito do que ocorreu durante a noite e fui pensando:
                -“Espero a Luna acredite que isso aconteceu”.
                Porém, após eu ter pensado isso, ouvi a voz da Luna me perguntando:
                -“Adriano, está dentro da minha cabeça”?
                -“Não, eu estou quase aqui na sua casa, que estranho, pode vir abrir a porta para mim”? – lhe respondi pensando.
                - “Claro, já estou indo”.
                E ao chegar à casa de Luna, ela abriu a porta, e assustados, queríamos alguma resposta, para o que estava acontecendo, o porquê de ouvirmos os pensamentos um do outro, então fomos ao pai de Luna.
                - Pai acorda!!! – Gritou Luna bem alto.
                - Nossa, o que houve, o mundo está acabando?  -Ele perguntou assustado.
                - Não, é que estamos com um probleminha de comunicação. -Luna respondeu.
                - Certo, e o que é?- Robert nos perguntou.
                - É que eu consigo ouvir os pensamentos dela e vice versa. –Respondi.
                - Isso é bom, significa que com a transformação, o laço que une vocês está mais forte, mas antes de mais nada, precisam conseguir controlar isso para não acontecer numa hora imprópria. – Ele nos disse.
                - Mas como vamos controlar isso pai?
                - Bem, Adriano, você por acaso pensou no nome da Luna antes de começar a ouvir os pensamentos dela?
                - Acho que sim, mas por quê?
                - Então isso significa que ao um de nós pensarmos no nome do outro, conseguimos nos comunicar pelos pensamentos certo?
                - Isso mesmo minha filha, e para pararem, um de vocês deve se despedir, tentem, mas deve ser no pensamento.
                - Certo, então eu vou tentar- Respondi ao pai de Luna – “Bem Luna, tchau” – Pensei.
                - Pronto ele se despediu- Disse Luna.
                - Certo, agora pense em algo que não envolva o nome do Adriano e se ele ouvir, vamos ter que tentar de outra maneira. –Nos disse Robert
    - “Bem, eu acho que ficou ótimo com essa transformação”. – Pensou Luna- Ouviu algo? – Ela me perguntou.
    - Nada, pelo jeito é assim que precisamos fazer para parar a comunicação telepática, mas, sendo curioso, no que você pensou?
    - Certo, pensei que você ficou ótimo transformado.
                - Obrigado, mas será que eu vou conseguir me acostumar com esse novo corpo. – Eu disse.
                - Relaxe, Adriano, eu fiz uma reprogramação na sala de sobrevivência, se vocês passarem por tudo, estarão prontos para tudo que o mundo jogue em vocês, e com certeza você vai se acostumar com o seu novo corpo. –Disse Robert.
                - Mais algo que deveríamos saber? – Perguntei para Robert.
                - Eu fiz uma sala de observação, então posso orienta-los enquanto estiverem lá. Então caso vocês tenham dúvidas, posso orientá-los quando precisarem. Então vamos, mas vocês tomem muito cuidado, e caso queiram desistir, ou algo muito arriscado ocorra, eu desligo tudo.
                - Calma pai, nós vamos nos sair bem, somos um ótimo time.
                - Verdade, mas eu gostaria que deixassem os holoprojetores comigo, é importante que eu os recarregue, assim não vão acabar quando estiverem na escola ou em algum lugar muito cheio.
                - Entendo, então vamos descendo. – Disse ao pai de Luna.
                Então abrimos a escadaria, e ao entrarmos, entregamos os holoprojetores, e fomos descendo, até chegarmos a sala de sobrevivência, eu e Luna entramos, enquanto o pai dela entrava por outra parte, dessa forma ele poderia nos acompanhar de forma segura. Após entrarmos as portas se fecharam e trancadas, ouvimos a voz robótica dizendo:
                - Sala de sobrevivência iniciada, batalhas vencidas zero de cinco, robô de nível três, iniciar.
                Então a mesma sala da outra vez apareceu, só que dessa vez o robô estava diferente, e havia lasers de segurança por toda a sala, ficamos olhando até o Robert nos comunicar e nos informar sobre os status da sala e do robô.
                - Olhem vocês dois, vocês já passaram por aqui, mas agora está mais complicado, vocês deverão passar pelos canos e evitar atingir os lasers, e ao chegar do outro lado, puxarem as alavancas para acabarem o nível, o robô também lançara lasers, porém não vão ferir vocês, mas ao encostar e algum de vocês, será iniciado o mega raio, que vai afundar vocês na parede de tão potente que é.
                - Certo, vamos!- Disse Luna toda animada.
                Ela começou a ir, mas eu percebi que a cauda dela ia encostar no raio, então a puxei de volta, e ela gritou:
                - Por que você me puxou de volta?!
                - Pois a sua cauda ia encostar no raio, íamos ser prensados contra a parede.
                - Mas como vamos passar sem encostarmos acidentalmente no raio e sermos prensados contra a parede por um super raio?
                - Simples, se enrolarmos as caudas na cintura e a mantermos assim, não precisamos nos preocupar de encostarmos no raio, desde que tomemos cuidado, certo?
                - Claro! Então vamos!
                E assim, nós fomos nos equilibrando pelos canos evitando os lasers e esquivando dos que o robô atirava, e ao chegarmos do outro lado, desligamos o robô, e tudo se desativou e o pai de Luna nos falou:
                - Muito bem, agora peguem as vendas e as coloquem, vai ser importante para o próximo desafio.
                Então nós pegamos e colocamos as vendas. E a voz robótica falou:
                - Batalhas vencidas uma de cinco, robô de nível quatro, iniciar.
                E derrepente podíamos ver uma luz bem forte que atravessava as vendas e Robert nos explicou:
                - Escutem, esse teste consiste em aprimorar os seu outros sentidos, assim vocês saberam como controlar melhor os seus cinco sentidos, o robô só precisa ser derrubado, mas ele e toda a sala estão liberando tanta luz que olhar diretamente as luzes seria como olhar diretamente no sol, e o robô libera luz equivalente a 500 sols juntos, então é mais seguro para vocês mesmos que fiquem com as vendas.
                - Certo pai, mas Adriano, como vamos passar por ele?
                - Olha, podemos sentir o cheiro dele, ouvir o som de sua movimentação, ou seja usar os outros sentidos. Então fique de costas para mim para não atacarmos um ao outro.
                - Verdade, não suportaria viver com o peso na conciência de ter atacado você.
                - Agora, que já estamos em posição, se concentre e tente sentir o que está ao seu redor.
                Então começamos a nos concentrar, enquanto ouvíamos vagarozamente o som de cada movimento que aquele robô fazia, e conseguíamos sentir o cheiro metálico que ele possuía. E em um exato momento, ele passou correndo perto da Luna, mas ela colocou o pé na frente e empurrou com o cotovelo, levando o robô ao chão, e nesse momento pulamos em cima do robô e o imobilizamos, dando assim um fim a segunda parte da sala de sobrevivência, então ouvimos Robert nos dizendo da sala de controle:
                - Muito bem, agora tirem as vendas, pois a sala já voltou a seu estado normal e agora, o próximo teste vai ajudar a aprimorar a força e a resistência que vocês tem, de tal forma, poderão aguentar mais caso precisem fazer algum combate e fazer com que tudo acabe mais rápido, além do fato da força também aumentar outras capacidades como os saltos. Agora estão prontos?
                - Sim! – Respondemos juntos.
                - Batalhas vencidas duas de cinco, robô de nível sete, iniciar. – Disse a voz eletrônica.
                - Mas como assim, nível sete, o ultimo estava no nível quatro? – Luna perguntou a seu pai.
                - Calma, é que o desempenho de vocês foi tão bom que a segundo a análise da sala, esse nível está mais indicado para vocês conseguirem realmente se aprimorarem. – Respondeu Robert.
                - Entendo, mas o que esse robô precisa para cair? – Perguntei a ele.
                - Precisam apenas dar golpes até ele se desmontar. – Me respondeu
                - Certo, então que venha o robô! – Gritou Luna com muita vontade.
                Mas o que nenhum de nós esperávamos, é que um robô de 2 metros de altura entrasse por uma porta e que começasse a vir para cima da gente e tentar bater na gente, e por mais que tentássemos, não conseguíamos atingi-lo até que Robert nos orientou:
                - Vocês não vão conseguir atacar ele sem serem atacados, vocês precisam ser atacados para conseguirem a brecha para ataca-lo do contrário, nunca vão conseguir.
                E nesse momento começamos a receber golpes, mas danificando o robô também, no entanto quando estávamos a um golpe de destruí-lo um tipo de base saiu do alto, o robô pulou lá e começou a ser reparado por mini robôs, e fomos informado pelo Robert:
                - Vocês terão que destruir a plataforma de reparo, do contrário, será impossível atingir a vitória, e para isso terão que pular até lá.
                E da forma que fomos orientados começamos a tentar pular para atingir a plataforma, mas não tínhamos força o suficiente para chegar lá, e eu disse para Luna:
                - Olha, nós só conseguimos chegar até a metade então vamos fazer assim, nós pulamos e você da um segundo impulso em mim, e eu me seguro em você, quer tentar?
                - Não temos outra opção, do contrário, esse gigante vai voltar com força total, e vai ser mais difícil para derrota-lo.
                E fizemos o que eu tinha proposto, e conseguimos atingir a plataforma de recuperação, e destruí-la, mas infelizmente, o robô estava completamente recuperado, então começamos a ir para cima dele, e após termos levados vários golpes, derrotamos ele. E a sala disse:
                - Batalhas vencidas três de cinco, robô de nível oito, iniciar.
    E em seguida, o Robert falou:
                - Parabéns, agora o próximo vai dar a vocês mais velocidade e resistência.
                Mas Luna perguntou:
                - Mas o último também não ia aumentar nossa resistência?
                - Não expliquei direito, o último era resistência no sentido de defesa, e agora é resistência no sentido de não se cansar tão facilmente. – Nos respondeu Robert.
                - Certo, mas como vamos derrotar esse robô? – Perguntei a Robert.
                - Simples, alcancem ele, e derrubem ele.
                - Só isso? – Luna perguntou assustada.
                Só que só sentimos um vento realmente rápido e vimos um vulto se mexendo. Então Robert nos disse:
                - Esqueci de falar, esse robô atinge no mínimo 100km/s então vão ter que desenvolver uma velocidade incrível para alcança-lo.
                Então tentamos encurrala-lo, porém ele era mais rápido, então sem saber mais o que fazermos, Luna olhou em meus olhos, e disse:
                - Vamos ter que correr atrás dele para alcança-lo, ou jamais conseguiremos, vamos, sei que podemos conseguir!
                Depois que ela me disse isso, nos levantamos e começamos a correr atrás daquele robô, inacreditavelmente, conseguíamos acompanha-lo, sem fazer esforço algum, e indo atrás dele, ele começo a acelerar, até que atingimos a velocidade máxima que conseguíamos, e nos igualamos a velocidade máxima do robô, então nos aproximamos dele, e assim que estavamos na frente do robô, paramos, só que na velocidade em que ele estava, ele não pode parar, e acabou se despedaçando por causa do impacto, e para nós, aquilo não foi nada, e depois disso, Robert nos falou:
                - Agora a última fase da sala, basta apenas chegarem ao outro lado.
                - Nível final, iniciar! – Disse a voz eletrônica.

                E a única coisa que houve é que um corredor apareceu, e começamos a andar e ao darmos o primeiro passo, um buraco se abriu e caímos dentro daquele buraco, sem sabermos o que nos esperava do outro lado.

    Drijunior

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    Re: Os Guerreiros do Selo

    Mensagem por Drijunior em Dom Jan 12, 2014 9:20 pm

    Capitulo 5- A força para se superar
     
                Após cairmos no buraco, nos vimos eu uma sala completamente escura, e como conseguíamos ver no escuro graças a visão noturna de nossa parte gato e pulamos para trás de susto, estavamos cercados de cachorros, e para não chamar atenção, conversamos a conversar por telepatia.
                - “Estamos com sorte, só deve ter pelo menos 50 cachorros para cada um de nós dois” – Pensou Luna sendo bem irônica.
                - “Claro, é só relaxar, eles não vão nos atacar se não os ameaçarmos.”- Pensei tentando alcalma-lá.
                -“Não é por ameaça-los, mas sim por que somos parte gatos e eles cães, é natural de nossa parte felina, temermos cachorros.” –  Pensou bem desesperada.
                - “Olha, mas também somos parte humanos, se nós deixarmos nosso medos nos abalarem tão fortemente, quando precisarmos, não teremos superado esse medo, e acho que esse é o último desafio, superar nossos medos.” – Pensei de forma positiva.
                -“Certo, mas se isso não funcionar, a culpa vai ser sua”.
                Começamos a andar, mas a Luna não conseguia relaxar com todos aqueles cachorros em volta dela, entoa eu agarrei a mão dela e pensei:
                -“Feche os e eu te guio”.
                Fui meio que puxando ela, até atravessarmos a sala e ao atravessarmos pensei:
                -“Pronto, passamos, viu, nada te aconteceu, se preocupou a toa”.
                -“Sério, então por que esse cachorro de dois metros aqui atrás de nós”?
                -“Até parece”- enquanto me virava, vi um cachorro de três cabeças de cerca de dois metros, e foi quando eu pensei “Estamos numa bela enrascada”.
                Só que ao encara-lo ele avançou na Luna como se ela fosse um pedaço de carne, e nesse instante meu sangue esquento na veia como se fosse lava, e ao deparar que se não fizesse nada eu perderia a Luna, a raiva e o ódio tomaram conta de mim, e nisso eu voei em cima do cachorro e a força arranquei duas cabeças como se fossem de papel, foi quando eu vi que era apenas um cão robô, e em um único golpe, destrocei a terceira cabeça como se fosse de vidro. Foi nesse momento que me deparei com o que eu havia acabado de fazer, e eu pensei:
                - “ Não há mais porque conversarmos mentalmente Luna, então tchau”.
                - O que foi isso Adriano!- Ela veio me perguntando com um ar apavorada e ao mesmo tempo agradecida.
                - Vamos seguindo em frente que eu te conto – E fomos seguindo até entrar em um longo corredor, onde comecei a explicar- Sabe, pode parecer bobagem, mas toda essa força descomunal que acabei de demonstra foi apenas uma fração do que eu acredito ser minha fúria completa.
                - Explica melhor esse negócio de fúria.
                - Olha, eu sempre costumei guardar toda raiva, tristeza, mágoa e todos os sentimento negativos dentro de mim, e isso tudo se converte em algo como um combustível que aumenta minha velocidade força e resistência corporal, só que isso me causa uma exaustão alta ao usar.
                - E o que mais?
                - Olha quando eu libero não sei o que faço, é como se um outro eu que é pura raiva se libertasse e fosse para cima do primeiro que vê, eu nunca consegui controlar essa minha outra parte, sabe mas é durante a aula, alguns engraçadinhos na escola que me provocam e alimentam essa fera até eu não segurar mais e soltar com tudo.
                - Eu ainda estou com uma dúvida, eu vi em seus olhos algo igual quando nos vimos antes de ontem, quer dizer que você pretendia soltar sua raiva em mim?!
                - Claro que não, é que eu solto quando me sinto ameaçado, que foi o caso de domingo, ou para proteger alguém, que foi o que aconteceu agora a pouco, e por fim uma fúria que se baseia plenamente em quando simplesmente tenho minha raiva sobrecarregada  e solto isso tudo em cima do que me fez perder a cabeça.
                - Entendo, eu já senti algo assim dentro de mim, penso que se isso pode ser considerado uma arma, é nossa mais forte. Sabe, acho que a minha raiva é feita puramente da tristeza de ter ficado sozinha um bosque por tanto tempo.
                - Olha, você está certa, vários sentimentos negativos se unem para gerar nossa fúria, mas sei que devemos temer essa parte nossa, não dizer que é algo bom, entede?
                - Sim, olha mas eu acho que você está levando isso a sério de mais. O clima está tão pesado por causa dessa conversa que eu devo ter encolhido uns cinco centímetros durante essa conversa.
                Após Luna ter dito isso, desfiz aquela minha cara de raiva de mim mesmo, e caímos numa gargalhada de uma forma que nunca ri igual, e após nos acalmarmos, eu disse já recobrado o ânimo:
                - Certo, então vamos, ou acabaremos esse teste só amanhã.
                - Concordo, então vamos correndo!- Me respondeu enquanto saiamos em disparada pelo extenso corredor.
                Corremos por cerca de dez minutos até que achamos duas portas e ao meio uma placa que estava escrito: “ Cada um deve seguir seu caminho sozinho para se reencontrarem no final”.
                - Ao que eu entendi cada um de nós devemos seguir cada um por um lado, assim vamos atingir nosso objetivo. – Me disse Luna confiante que era aquilo.
                - Certo, não vou discutir, eu vou pela da esquerda e você a da direita, OK?
                -Claro.
                Nesse momento cada um de nós entramos pela porta, que se fechou e começamos a ir reto por mais um corredor extenso, e após correr muito eu cheguei a um lugar de onde saia a luz do dia, sai e lá vi algo que está me aterrorizou, vi Luna a minha espera, olhando de lado com os olhos dela com uma cor de verde- avermelhado, como os olhos de uma fúria extrema, nesse momento a perguiteni:
                - O que houve?!
                - Lhe respondo, durante meu tempo sozinha percebi uma coisa, só você e meus pais nos aceitam como somos, então acho que se não vou ter o apoio desse fracotes que vivem nesse mundo como humanos despresiveis que são, por bem, vou atingir seu apoio pelo medo e opressão, vamos, una-se a mim e juntos poderemos dominar esse mundo de humanos tolos!
                - Como assim, como que eu vou fazer algo assim, você que é tão doce e gentil em pouco tempo se tornou alguém tão má e corrompida pelo ódio, o que houve?!
                - Nada, apenas abri meus olhos para a verdade que é que não devemos nos esconder da sociedade, devemos nos mostrar a ela e como não vão nos aceitar por bem, vão aceitar por mal!
                - Posso ter te conhecido faz poucos dias, mas sinto com se nos conhecêssemos a muito tempo, e sei que não faria isso! – E nisso apontei bem próximo ao rosto da Luna.
                -Está enganado! Você não deveria confiar em alguém que conheceu a alguns dias!
                - Até parece, sei bem o que você é! – Nisso eu coloquei a garra para fora e arranhei a pele dela, rasgando um pedaço da pele e revelando uma estrutura robótica, e disse – Sabia, estava sentindo um cheiro de metal e não era de mim e, a Luna estava com metal quando entramos, e nisso com certeza eu sabia que você era um robô!
                - Muito bem, parece que te subestimei! Agora vamos ver se acredita que é forte!- Enquanto mudava a voz que conhecia da Luna para uma voz de robô.
                E nisso ela veio para cima de mim e começamos a travar uma luta feroz e nisso eu mal sabia que Luna estava chegando a seu desafio contra uma cópia robótica minha.
                Enquanto eu desferia ferozes golpes em um androide da Luna, a verdadeira Luna corria pelos corredores do labirinto até chegar a uma sala na qual encontrou a mim, mas não sabia que era um robô, chegou dizendo:
                - Adriano! Que bom que já passou! – Dando um sorriso bem grande.
                - Você acha, só acho que não existe motivo para sorrir.
                - Por quê? O que houve lá?
                - Eu descobri que meu maior erro foi ter aceitado ficar assim, agora estou amaldiçoado a ficar assim para sempre!
                - Mas por que isso? Quando meu pai te pediu você aceitou sem problemas...
                - Foi uma decisão apressada, sua grande tola! O que eu fiz, agora vejo que será uma maldição eterna!
                E nisso Luna caiu no chão e se pôs a chorar pelo que avia acabado de ouvir e exclamar em meio ao choro:
                - Não parece aquele que conheci a alguns dias numa paz tão serena que me encontrou ao acaso, e me trouxe de volta a esse mundo!
                - Esqueça aquele que conheceu! Você me amaldiçoou assim, e agora vai sentir minha ira! – E nisso o androide de mim chutou a Luna que a fez ser jogada contra uma parede, e após isso ele avisou a androide de Luna – A minha já acabou...
                - Entendido, então a garota já se foi. – Falou ela – Viu sua versão androide matou sua amiga – e nisso caiu numa gargalha sinistra.
                E ao ouvir isso, minha raiva explodiu como um vulcão em erupção, parti para cima da androide, e sem dizer uma palavra, comecei a bater nela arremessa-la nas paredes, quebrando as paredes e alguns pilares de sustentação, que estavam ocultos, até ver que era tudo uma projeção holográfica, e enquanto isso, mal eu sabia que Luna não havia sido morta, e ela já se levantava, e disse meio que rindo:
                - Já entendi tudo, você é um robô, isso explica esse pé de chumbo, e o fato de que o verdadeiro Adriano jamais faria isso comigo – enquanto se levantava ainda cambaleando um pouco – mas ao que conheço de meu amigo, ele deve achar que estou morta não é?!
                - Sim, ele acha que eu a matei, é um tolo!
                - Você que é tolo, ele deve estar tendo um acesso de raiva, que se prestar atenção dá para sentir daqui, olhe para cima.
                Ele olhou e viu o teto se rachando enquanto, tentou se salvar, mas acabou tudo desabando em cima dele, só deixando um braço, parte do tronco e a cabeça sem terem sido destroçadas pelas pedras que ruíram do teto.
                - Sua tola, se acha isso bom – disse ele meio que desligando – esqueça, a parte positiva, pois ele vai destruir a sala em que ele está, e aqui também, vai acabar com vocês dois!!!
                “- Adriano!” – Pensou ela fortemente enquanto continuava a esmagar as partes sobressalentes da androide destruído-as contra o último pilar de sustentação – “Se continuar quebrando tudo como se eu não fosse estar viva amanhã, provavelmente não vou estar por que o teto vai desabar em cima de nós dois!”
                “- Luna, é você mesma?”
                “- Não, é o coelinho da Pascoa, é claro que sou eu, estou bem, desde que você pare de quebra a sustentação daqui ou vamos ser sepultados aqui mesmo.”
                Me acalmei ao ouvir sua doce voz, e cai em uma gargalhada pelo que ela me dissera, mas antes de me acalmar, ela exclamou:
                “- Sai logo daí, ou o teto vai cair em você e via virar panqueca!”
                Nisso eu olhei para cima e vi o teto ruindo corri a procura de uma saída, até ver uma porta se abrir de uma pedra e sai por lá quando o teto selou quase me pegando, corri reto e dizia:
                “- Conseguiu Luna?”
                “- Claro, mas agora tchau, já cheguei a sala do reencontro.”
                Após alguns segundos cheguei a aquela sala também, foi lá e dei um abraço e um beijo nela, e felizes da vida, mas uma voz grave vinda de uma luz cegante veio a nós e nos perguntou:
                - Garota, você ainda teme cachorros, e por que a resposta?
                - Não temo, pois meu namorado vai me proteger deles, até cérberus robóticos.
                - Certo, e garoto, você ainda teme sua fúria, e por que a resposta?
                - Não, pois tenho a Luna que me acalma só de eu ouvir sua doce voz.
                - E a última coisa, ainda temem um ao outro com medo de terem feito algo de errado em relação ao outro?
                - Não, não tememos! – Respondemos juntos.
                - Então vocês são dignos de saírem vitoriosos do teste da mente e do medo, avancem ess porta para saírem desse local.
                Andamos em direção a porta, e saímos, no entanto acabamos acordando deitados no corredor, nos levantamos, e rapidamente chegamos ao outro lado do corredor, onde a sala se desativou, e Robert desceu para nos parabenizar, e ele disse:
                - Parabéns, passaram por tudo, agora que tal irmos almoçar?
                - Almoçar?! – Perguntamos perplexos.
                - Claro, já é quase meio dia, vocês caíram naquele buraco e tiraram uma bela de uma soneca.
                - Mas como assim, não ficamos lá por mais de meia hora! – Exclamou Luna realmente assustada.
                - Sabe, na verdade, dentro do buraco vocês um gás que eu descobri que faz você cair no sono e acaba tendo que ir enfrentar seus piores medos, e vocês tem mentes ligadas e com isso, o que um sonha, é o que o outro sonha, ou seja, se um sonhar de estar em um campo, o outro também vai estar lá.
                - Nossa, vivendo e aprendendo, mas vamos logo, estou com uma fome gigantesca. – Disse eu salivando esperando irmos para a mesa.
                - Certo, peguemos o elevador e desçamos até o andar 50 e lá vamos almoçar.
                Pegamos o elevador, e ao chegarmos lá, vimos uma mesa para duas pessoas, e a Sarah acabando de arrumar a mesa, meio triste, Luna perguntou meio criticando:
                - Só isso para nós dois?
                - Não, Luna, - Respondi – acho que para nós é aquela ali...
                Ela olhou enquanto estavamos perplexos com uma gigantesca mesa com um banquete que para uma só pessoa, duraria semanas para comer tudo. E paralisados com aquela refeição gigantesca, Sarah nos disse:
                - Vão logo, pois esse banquete não vai sumir de uma hora para a outra, e Adriano, convenci sua avó de deixar você almoçar aqui, mas disse para depois voltar pois vai sair com seu pai e ir na natação, se bem me recordo.
                Fiz um gesto simbolizando que havia entendido, e partimos para cima do banquete, e depois de uns quarenta e cinco minutos, havíamos comido tudo, não sobrará nem migalhas para contar a história, e nisso o Robert disse para nós:
                - Sabia que iam estar com fome, mas achei que fosse sobra algo para a janta, sabia que tinham um metabolismo acelerado por causa dos ocorridos, mas você comeram tudo sem problema algum, estou impressionado.
                - Obrigado Robert, mas de onde você tirou tanta comida? – Perguntei.
                - Também quero saber pai.
                - Calma, é o seguinte, vocês devem achar que eu fiz mágica para conseguir tanta comida, mas é fácil, eu tenho uma maquina que faz comida a partir de registros de DNA e cria a comida com base nesse arquivo a maquina cria a comida.
                - Legal Robert, mas se você consegue fazer tudo isso, por que não cria comida para acabar com a fome no mundo?
                - Para ela funcionar eu tenho que usa dois miligramas de um material muito raro, e eu achei tudo.
                - E quanto é? – Perguntei.
                - Dois miligramas.
                - Mas se você consegue criar comida por que não cria mais dessa mesma substância como cria a comida?
                - Não é tão simples, só consigo replicar DNA, mas não moléculas daquela substância e além do que esse material não é nenhuma combinação de moléculas existentes na Terra.
                - Entendi, é uma pena, seria muito bom criar um monte dessas maquinas e acabar com a fome no mundo.
                - Concordo Adriano, mas agora, acho que é melhor irem tomar um banho, pois parecem que vocês saíram de uma sauna.
                - Certo papai, vamos Adriano, tem um banheiro no meu quarto.
                - Alto lá filha, você usa o do seu quarto e o Adriano usa o do andar do banheiro.
                - Pai, você não confia nele?
                - Sim, mas prefiro prevenir do que remediar.
                - Deixa Luna, vamos eu não ligo.
                - Então tá.
                - Vocês dois! – Exclamou Sarah – Vão precisar de roupas limpas, e aqui estão, e Adriano, como você não vai conseguir levar um monte de roupa com um buraco para uma cauda sem sua avó perceber, pode deixar que precisando é só vir aqui que você pode pegar uma roupa limpa, e eu lavo as que você já usou, mas agora vão tomar banho que o cheiro está fora do limite do que alguém suporta.
                Pegamos as roupas e fomos tomar um banho, e em quanto íamos Sarah foi até o Robert e perguntou:
                - Como eles se saíram?
                - Ótimos, e acredito que eles vão conseguir agir quando for a hora.
                - Ainda bem, pois quando chegar a hora, não vamos poder adiar, e eles vão ter que tomar uma decisão que vai mudar para sempre a vida deles.
                - Eu sei, mas não vamos falar muito sobre isso, tenho medo que algum deles ouça.
                E depois de tomarmos um banho e nos vestirmos, saímos e fomos em direção para minha casa, e notamos que não havia uma só pessoa na rua, e ao chegarmos a escada que levava ao apartamento eu falei assustado:
                - Esquecemos!
                - O que? – Perguntou a Luna assustada também.
                - Os holoprojetores e estou ouvindo alguém vindo para cá!

                E vimos uma sombra  atrás da porta de vidro que para nossa sorte não dava para ver através do vidro, e a porta foi se abrindo vagarosamente, e ficamos ali paralisado sem saber o que fazer.

    Drijunior

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    Re: Os Guerreiros do Selo

    Mensagem por Drijunior em Dom Jan 12, 2014 9:20 pm

    Capitulo 6- Uma inesperada evolução
     
            Naquele instante eu estava completamente sem ação, e só pensava que alguém ia sair de lá e nos ver daquele jeito, gritar e do nada estaríamos indo para um hospital ou um laboratório do governo, no entanto, Luna em um pensamento rápido, agarrou meu pulso e deu um pulo, o suficiente para irmos em cima do telhado e nos safarmos de sermos apanhados, ficamos olhando para baixo em um aterrador silêncio, ninguém saiu, e foi quando a Luna me falou:
                - Essa foi por pouco, agora precisamos voltar e pegar os holoprojetores, ou vamos ter muito o que explicar para o governo em um laboratório de pesquisas de armas biológicas.
                - Verdade, mas chega a ser assustador eu imaginar como você sabe dessas coisas.
                - Não precisa saber, agora vamos, em silêncio e sem ninguém nos ver.
                Descemos vagarosamente e nos espreitamos até o telhado do bloco ao lado, e chegamos até os bancos onde encontrei a Luna, seguimos rapidamente pelas árvores e saímos bem atrás do apartamento da Luna, batemos na janela e a Sarah abriu-a para entramos, e após entrarmos, nos sentamos e suspiramos aliviados.
                - Muito que bem, parece que vocês esqueceram de algo não? – Nos perguntou Sarah em uma ironia sem igual.
                - Mãe, isso é mais do que óbvio, agora vamos lá antes que...
                E antes que a Luna completasse sua frase, Robert surgiu e disse:
                - Antes que eu descubra que esqueceram os holoprojetores e quase foram descobertos, tiveram que ir até o a parte com arvoredo do condomínio, seguir de lá até aqui, pedir para sua mãe abrir a janela e vocês pular aqui dentro?
                - Olha, isso é um bom resumo do que fizemos. – Eu disse tentando evitar uma confusão – Mas não precisa se preocupar, não vai acontecer novamente.
                - Ótimo. – Nos respondeu Robert – Mas agora que estão aqui, é melhor já falar, Luna a sua prova do inglês é amanhã.
                - Que prova? – Luna perguntou perplexa.
                - Ué, o Adriano faz aula e você também vai fazer, as provas são só para provar que você realmente está no mesmo nível para entrar na mesma classe que o Adriano. E Adriano, eu esqueci de comentar, mas amanhã você vai fazer uma indoscopia.
                - Como você sabe, e por quê?- Perguntei aterrorizado.
                - Bem, como a transformação te curou de doenças, curou também sua érnia estomacal, e é bom que o doutro ache que ela sumiu por mágica, então eu vou fazer a indoscopia em você, ou pelo menos fingir que fiz, já que eu já sei os resultados.
                - Certo – respondi aliviado – mas uma coisa que não consigo entender desde domingo, como você sabe que eu tinha um érnia no estomago só de olhar?
                - Essa eu sei! – Luna disse animada – Meu pai tem um olho excepcionalmente preciso com doenças, que ele desenvolveu durante o tempo de estudo para acha a cura não foi?
                - Na verdade não – respondeu Robert – eu sempre pensei que seria inútil, mas a sua armadura tinha um scaner de doenças, eu só vi as doenças que foram scaneadas do Adriano no monitor interno, nunca pensei que fosse usar, mas usei.
                - Certo, então você vai ir no lugar do médico de costume, fingir que faz uma indoscopia em mim, e dar o resultado de que eu estou curado, é tão simples assim?
                - Sim, parece mentira, mas sim! –Respondeu Robert.
                - Agora vão, vocês não podem enrolar mais para irem se divertir, e aqui estão os holoprojetores, carregados e ligados.
                Pegamos os holoprojetores, colocamos e saímos correndo, e ao chegarmos na minha casa, meu pai chegou e disse:
                - Vocês dois! Onde estavam?!
                - Espera eu diminuir meus batimentos para mil por segundo e eu já respondo. –Respondi.
                - O Adriano estava na minha casa, não tem problemas né? – Disse Luna de um jeito tão meigo e adorável.
                -Certo, vocês gostariam de ir no shoping? – Meu pai perguntou.
                - Claro que sim! – Disse Luna muito animada.
                - Quem sou eu para discutir com ela... Ela está certa... - Disse, concordando com ela.
                -Então vamos logo.- Disse meu pai meio desconfiado.
                Durante todo o trajeto de Pedreira até Campinas, um silêncio tortuoso se instalou, onde só se ouvia os sons vindos de fora. E ao chegarmos lá Luna olhou para fora maravilhada em ver algo tão grande, e me disse:
                -Então esse é o shoping? Espero que seja o que eu tanto espero!
                O tom com que Luna falou para mim pensei que se não fosse o que eu disse ela me esfaquearia enquanto eu dormia, mas para meu alivio quando entramos ela estava com os olhos brilhando como os de uma criança que entra numa loja de brinquedos e pode pegar qualquer coisa de graça, e saiu correndo, sem nem pensar saí correndo atrás dela, já que eu sabia que não devia deixar ela sozinha lá, vai saber em que encrencas ela poderia se meter.
                Depois de alcança-la, expliquei a ela:
                - Não devia sair correndo por aí assim, se eu não conhecesse seu cheiro seria difícil te encontrar, principalmente pois não tem um celular.
                - Chega – me disse Luna como se eu estivesse falando a horas – vamos logo, quero aproveitar ao máximo.
                - Certo, não consigo te negar nada, vamos logo.
                 E saímos, Luna me puxava para dentro de cada loja que via, olhava tudo voando e partiamos para a próxima,  até chegarmos a FNAC, eu que puxei ela para dentro e disse:
                - Vamos ver algo realmente legal.
                Luna parecia não entender direito o que eu queria mas puxei ela até a os jogos e comecei a mostrar a ela o Nintendo 3DS, estava jogando quando falei:
                - Conforme quiser, pode aumentar e diminuir o efeito 3D mexendo aqui. – E apontei para a chave na tela superior.
                Ela ajustou e disse para mim:
                - Legal! É incrível como a o vídeo-game projeta duas imagens e envia uma para cada olho permitindo que tenhamos a ideia de profundidade.
                Fiquei boqueaberto, não imaginava que ela sabia daquilo e sabia explicar de forma tão simples, mas não me importei no momento, então ela chamou um vendedor e disse:
                - Meu bom vendedor, eu gostaria de levar um desses e um de cada jogo que eu possa jogar aqui.
                Eu e o vendedor quase desmaiamos, já que não é todo dia que alguém pede para comprar uma fortuna em jogos de uma vez só. O bom homem fez com todo o prazer, ajudou Luna a pegar cada jogo que pudesse ser jogado no console, ao final de tudo, estava levando mais jogos que qualquer um sequer sonharia em um dia ter, ela tirou de um bolso um cartão de crédito e passou, eu fiquei calado e espantado o tempo todo, já que não imaginava que aquilo era real, quando saímos eu estava ao ponto de ter um treco, então disse:
                - Eu estou sonhando ou o que? Onde você arranjou esse cartão? De onde veio a ideia que mesmo com cartão teria dinheiro para pagar depois? – Antes que eu perguntasse mais alguma coisa Luna me parou.
                - Calma aí gato extressado. Não está sonhando, meu pai deu esse cartão e explicou que era um cartão que ele recebeu em troca de um trabalho que ele fez para o governo, então esse cartão não tem limite de gastos e muito menos chance de ser bloqueado, então meu pai me deu ele e a senha por uma semana para eu gastar no que quisesse, para compensar os meus 10 anos sem receber presentes.
                - Tendi.
                - Agora vem, quero comprar sorvete.
                Enquanto eu era puxado pela Luna, fiquei penando no que o pai dela tinha feito para ganhar aquilo, mas assim que chegamos a praça de alimentação o assunto esvoaçou da minha cabeça, e antes que eu pudesse contar até dez, estava com os braços cheios de sorvetes de todos os lugares, ela me puxou para uma mesa onde colocamos todos e ela me disse:
                - Quer um?
                - Não, obrigado... – Estava abismado com tudo aquilo e ela só me oferecer um.
                - Estou brincando, isso é pra nós dois! Pode se servir.
                Então começamos a chupar todos eles, e ao chegarmos ao fim, meu celular tocou, eu o peguei, estavamos cada um no último, quando eu atendi, era meu pai, e disse:
                - Assim que quiserem vamos, e diz para a Luna que o pai dela me ligou e disse para não demorarmos muito, pois ela tem que estudar para as provas que tem amanhã.
                Eu desliguei e quando ia falar algo, Luna me disse:
                - Não precisa dizer nada, já ouvi tudo.
                - Não é legal fazer isso sabia? – Respondi.
                - Não tenho culpa, diferente de você, já que meus sentidos estão o máximo, e eu me acostumei a não fazer restrições.
                - Certo, mas é melhor dar um jeito de se controlar, não é legal fazer isso, é falta de respeito.
                - Vamos, eu acabei – disse Luna enquanto jogava uma última parte de sorvete para dentro da boca – não é bom deixar os outros esperando.
                - Eu também. – respondi fazendo a mesma coisa.
                E enquanto Luna me puxava pelo braço, eu me toquei de uma coisa e voltei comecei a puxar ela de volta pra a mesa em que estavamos e disse:
                - Não entendo como saiu tão apressada ao ponto de esquecer tudo que comprou, precisa ser mais cuidadosa.
                - Para de me tratar como se fosse a primeira vez que venho em um lugar assim, e tivesse só quatro anos. – Me respondeu chateada.
                - Certo. Vamos logo, melhor ligar para meu pai e ver um lugar para nos encontrarmos.
                Mas antes que eu tirasse o celular do bolso, Luna apontou para o meu pai, enquanto fazia uma cara de sabe tudo e dizendo:
                - Guarda isso, ele está logo ali.
                Nós nos encontramos com meu pai e fomos para o carro, percorrendo o estacionamento, até chegarmos ao carro e voltarmos, durante o por do Sol eu e Luna ficamos hipnotizados olhando para aquela cena, e quando nos demos conta já estavamos em Jaguariuna, mas meu pai não pareceu se importar com nosso silêncio e tudo mais. Ao chegarmos no condomínio, Luna me puxou e disse para meu pai:
                - Vamos, mais tarde eu devolvo ele! - E saiu me puxando como se eu fosse uma boneca de pano.
                Ao chegar no apartamento, entramos, e enquanto descíamos, Robert me chamou:
                - Desculpa querida, mas é melhor ele não descer com você, pode ser que se concentrem mais um no outro do que na matéria que estão estudando.
                Luna concordou, e me empurrou para junto de Robert, e desceu correndo as escadas.
                Enquanto ela estudava fiquei conversando com Robert a repeito do que ia acontecer amanhã, e ele me tranquilizou, pois não era nada de complexo, ia ser a verdade, mas incopleta, e depois de horas conversando sobre vários assuntos com Robert, notei que era tarde da noite, e teria que acordar amanhã bem cedo, mas não me importava, até a Luna chegar com uma cara de quem estava morrendo de sono e dizer:
                - Querem fazer o favor de falar mais baixo, estou tentando dormir.
                - Não é por estarmos conversando alto, eu achava que podia acontecer, e pelo que vi eu estava certo.
                - O que? Perguntei com um certo tem de medo.
                - Vocês tem uma ligação tão forte, que só conseguem dormir se o outro também for, em outras palavras, ambos tem que dormir em horários iguais, ou não vão dormir até o outro querer dormir também.
                - Entendo. – Dissemos juntos.
                Sem que eu sequer me despedisse, Luna me agarrou pelos braço, eu começava a sentir que ela gostava de me puxar, e me puxou até a porta, e pela rua e na escada foi me empurrando e dizendo:
                - Vá logo para a cama, durma bem, sonhe com os anjos, mas dê a preferência a sonhos comigo.
                Entrou comigo no meu quarto, scaneou o pijama que usava para dormir, me colocou na cama, me deu um beijo na testa e disse:
                - Não ouse se levantar ou seu sono será eterno.
                E saiu andando rapidamente do quarto, comecei a pensar o quanto ela era legal na maior parte do tempo, mas quando estava querendo dormir era bem sinistra, e além de tudo, apesar de ter sido rápido, éramos namorados, não sabia ao certo como tudo aquilo funcionava, mas antes que eu pensasse em mais algo, ouvi o ressoar da doce voz da Luna na minha mente dizendo:
                - “Adriano. Bem melhor, agora estou mais calma.”
                -“ Sorte minha, ou ia dormir para sempre.”
                -“ Desculpa, acho que como essa foi a primeira vez que eu não conseguia dormir, comecei a me irritar, e ficava ouvindo a sua e a voz de meu pai conversando de assuntos desde a intenet até a existência de universos paralelos, mas uma coisa é certa, não posso deixar vocês dois juntos por muito tempo ou vou acabar perdendo você para o meu pai, ou se eu ficar junta, vão falar tanto de coisas que o tédio que vocês gerarão vai me matar mais dolorosamente do que a doença que eu tinha.”
                - “OK né, mas vamos dormir, que amanhã será um longo dia.”
                -“Verdade, boa noite meu Adriano.”
                -“Não gosto quando me chama assim.” - Pensei talvez até um pouco bravo de mais.
                -“Então como devo te chamar?” – Me respondeu um pouco angustiada.
                -“É que eu sinto que somos bem próximos, então me chama de Júnior, pelo menos é assim que eu prefiro, se não quiser não precisa.”
                -“Certo, boa noite Júnior.” – Me respondeu em um tom alegre.
                -“Tchau minha Luna.”
                Após isso me virei para a parede e rapidamente dormi.
                Ao acordar de manhã, não me lembro bem, estava embreagado de sono, para falar a verdade, só continuava acordado pelo fato da Luna estar acordada, do contrário estaria dormindo feito pedra. Quando finalmente acordei, estava deitado na maca com Robert ao meu lado, sorrindo e dizendo:
                - Está feito.
                - Que?! – Exclamei assustado. – Eu estava tão embreagado de sono ao ponto de só dar conta que estou aqui agora?!
                - Calma, não é culpa sua – Robert me respondeu – a culpa é da transformação, apesar de uma grande parte ter acontecido tudo junto, algumas partes ainda estão incompletas.
                Me sentei, e comecei a falar:
                - Não ligo para o estado de semi consicência, o fato de eu estar fazendo a Luna feliz, é o suficiente para me satisfazer.
                - O que gosta nela Adriano? – Me perguntou Robert enquanto mexia no computador ao seu lado.
                - Não sei dizer, só sinto algo no meu peito, algo que não sei o que é, mas só sinto quando estou perto dela. – Respondi enquanto colocava a mão no coração.
                - E o que está achando da transformação? Não pareceu se importar com a mudança repentina.
                - Pois é, eu acho que assim posso ser mais livre. Tudo que ganhei com essa transformação, graças a Luna, graças a você Robert – olhava para ele enquanto continuava a digitar.
                Seu olhar estava fixo na tela, chegava a me assustar, acho que era assim que meu pai, meus avós se sentiam quando estava entretido com algo e tentavam coversar comigo. Espiei por cima do ombro, e vi linhas de códigos que não faziam nenhum sentido para mim, e perguntei:
                - O que está fazendo?
                - Um projeto de inteligência artificial, para falar a verdade, vou desistir disso, não preciso fazer isso, posso me virar sem ter alguém para me ajudar, melhor dizendo, um computador para me ajudar. Mas agora vá, te segurei de mais aqui, cuidado com as escadas.
                Quando sai estava no segundo andar, olhei para trás, e surpreendentemente, Robert havia sumido, acreditando ou não, ele não estava mais lá, desci as escadas e fui encontrar meu pai e minha avó, que se assustaram pelo fato da anestesia tivera passado tão rápido. E enquanto saíamos, meu pai disse:
                - O doutor José Newton disse que estranhamente a érina sumiu e não tinha mais com o que se preocupar.
                Fomos ao carro, e rumamos para casa, minha avó conversando com meu pai e eu olhava para fora tão distraído que quase esquecia da presença deles. Pensava no fato de meu pai ter dito que o doutor José Newton disse a ele que a érnia tinha sumido, sendo que quem fez tudo foi o Robert. Entre esses pensamentos, pensava na Luna fazendo aquele monte de provas tão facilmente quanto se estivesse com as respostas ao seu lado. Pensei coisas que não lembro, e coisas que não devia ter pensado, e nenhuma delas era importante, mas antes que eu me desce conta, estavamos em casa.
                Desci as escadas para chegar a porta de vidro do apartamento, tirei minha chave do bolso e abri a porta, tirei a chave, e já fui colocando a outra na porta do apartamento a esquerda, era quase como se meu corpo estivesse se mexendo sozinho. Abri a porta, e corri para o computador, sem ligar o roteador nem nada, não sabia ao certo o que acontecia ali. Após iniciar o computador, abri o bloco de notas e comecei a digitar códigos como os que Robert escrevia no computador do escritório, e digitava tão rápido que um notei que um ser humano comum não acompanhava o meu ritmo por mais que eu tentasse não desacelerava, mas eu sabia o que tinha que digitar, sem errar nenhuma vez, quando meu holoprojetor apitou, olhei para ele, e só aí me dei conta que tinha um relógio nele, quando olhei para a janela, lá estava ela, Luna estava me olhando como se estivesse esperando eu notar sua presença, se apoiando na janela, que minha avó deve ter aberto sem eu nem notar, ela pulou para dentro e perguntou:
                - O que é isso? – enquanto pulava a janela como se a casa fosse dela.
                - Fiz uma coisa para o seu pai, mas – e olhei para o relógio na parede, são só dez da manhã, como já acabou? Demoraria muito para fazer todas as provas que eu acho que você deve ter feito, não é?
                - Sei lá, simplesmente sabia o que responder como se eu fosse fluente em inglês, mas vamos, quero ver o que é isso que fez para meu pai.
                Ela me agarrou pelo braço, só para variar, e saiu me puxando, mas eu a parei e disse:
                - Não adianta nada irmos para a sua casa e não levarmos o que eu fiz né?
                - Vem logo, eu pedi para meu pai ligar o sistema do seu computador com o de casa, formando uma rede com todos os 500 computadores de casa mais o seu.
                Achei estranho, mas não me surpreendi, era como se aquilo fosse tão óbvio quanto se ela tivesse me dito milhares de vezes, e enquanto atravessávamos a rua que separava os nossos apartamentos, ela disse:
                - Por mais que vá soar estranho, como é bom poder sentir coisas dando pequenas pontadinhas nos meus pés... – Enquanto fazia uma cara de felicidade.
                - Eu te entendo, finalmente fico plenamente a vontade, sempre gostaria de ficar descalço o tempo todo, mas se minha avó me via colocar um pé no chão eu levava uma baita de uma bronca...
                - Eu não posso dizer que também não me sentai frustrada, ficava aprisionada naquela armadura quase sempre.
                Mas antes que eu pudesse questionar o quase, a Luna já me arrastava pelas escadas como se eu fosse um saco de roupa suja, chegamos a um dos primeiros andares, a Luna me colocou de pé, tirou a sujeira da minha roupa e foi me empurrando até a cadeira ao lado de Robert, e disse:
                - Pai, o Adriano fez uma coisa para você.
                - E o que seria? – Perguntou a mim interessado.
                - Bem, eu achei que foi simples, mas vai entender o por quê, eu cheguei em casa e liguei o computador, abri o bloco de notas e comecei a digitar códigos, e acabei fazendo isso.
                Abri o arquivo do meu computador, e Robert parecia fascinado, digitei uma última linha salvei o arquivo, e fui reabri-lo, ao abrir, eu voltei a falar:
                - Aqui eu fiz um sistema de inteligência artificial, ele tem qualquer informação que se possa encontrar na internet, de tal forma, pode responder qualquer coisa. Ele segue algumas diretrizes; a primeira, é que uma vez que alguém dê uma ordem a ele, ele não pode ignora-la, a menos que isso compremeta a ele, ou a qualquer pessoa viva; a segunda é que ele tem total liberdade para se expressar, mas não pode jamais provocar dano a qualquer ser vivo, e é isso.
                - Incrível! – Robert estava boqueaberto.
                -E quase me esqueci, o nome dele é Luan. – Acrescentei.
                -Exato. – Disse Luan.
                - Luan, me faça um favor – pedia Robert – prepare os scaners cerebrais para já.
                - Estão prontos senhor, acredito que vá achar as configurações mais fáceis de serem manuseadas, estão organizadas por função e cada função está organizada em ordem alfabética.
                Enquanto nós todos descíamos, Robert não parava de repetir a mesma coisa:
                - Incrível, ele é incrível! Como você fez isso é que eu quero descobrir, ou por que a Luna fez as provas de forma tão rápida e fácil, mas acima de tudo, Luan é muito prestativo, levaria dias até arrumar o a disposição das funções dos scaners cerebrais, e ele faz tudo em uma fração de segundo, estou impressionado Adriano, impressionado.
                Entramos no andar 5 e lá estavam duas cadeiras, uma ao lado da outra, com uma espécie de capacete, então Robert, tomou fôlego  e voltou a falar:
                - Sente-se logo, - nos sentamos - enquanto isso vou explicar o que vai acontecer, existem procedimentos por aí para scanear o cérebro, mas são muito imprecisos, e ocupam grandes espaços, então fiz esses, são pequenos e de fácil manuseio, basta apertar um botão e ele scaneia rápidamente todo o cérebro, sem causar dano algum, só apertar aqui, concordar aqui, esperar um segundo e pronto! Agora entrem naquela salinha e fiquem sentadinhos.
                Fomos obedientemente até a sala e nos sentamos, e então um grande novelo de lã desceu do teto, começou a balançar de um lado ao outro, antes que me desce conta, estava acompanhando o movimento, e balançando a cauda como se fosse algo muito divertido. Tentei repremir o impulso, mas não era possível, comecei a me mover em direção aquela esfera gigante de lã, andando de quatro, vai se saber o por quê, eu me aproximei vagarosamente, completamente hipnotizado pela lã, e ao chegar perto, pulei em cima como se fosse sumir dali, foi só aí que notei que Luna tinha feito a mesma coisa, Robert abriu a porta, e disse:
                - Descam logo daí e me sigam.
                Eu estava meio constrangido com aquilo, ser atraído por um novelo de lã gigante balançando de um lado para o outro era perder a noção do ridículo, voltamos em um estranho silêncio até o andar 2, o andar do computador. Robert começou:
                - Bem, eu previa isso, mas não achava que seria tão rápido. – Eu abria a boca para falar, mas ele continuou a falar – Mas eu previa que vocês se tornariam mais inteligentes graças a transformação, não sei o por quê, mas aconteceu, e apesar de tudo, parte de vocês é felina, então uma parte do cérebro acaba reagindo com coisas que instigam gatos, como novelos de lã, ou arranhar as unhas em superfícies ásperas e por aí vai, e resistir a esse impulso, é praticamente impossível, entendem?
                - Sim – Respondi – Mas por que não nos contou isso antes?
                - Não precisavam saber até que acontecesse, se eu tivesse falado, podia ser que uma ansiedade acabasse por desandar tudo e nunca ocorresse essa evolução – fazendo aspas na palavra evolução – mas não tem mais nada com o que se preocupar, vão se divertir, que amanhã vamos comemorar tudo o que aconteceu hoje, mas antes de irem se divertir, Adriano, eu tenho um consultório odontológico no andar 45, gostaria que deixasse eu retirar seu aparelho agora, antes que comece a entortar seus dentes.
                Concordei, enquanto Luna foi para seu quarto escorregando pelo corrimão, Robert tirou tudo, senti uma liberdade incrível, o fato de meus dentes que levariam dois anos para se ajeitarem ficarem prontos em dois dias, mas quando me dei conta, Robert tinha sumido, desci até o quarto da Luna, e ao entrar, voei na cama-cesta dela, que era aconchegante, teria tirado uma longa soneca mas Luna me agarrou pela cauda e falou para subirmos e assistirmos algo na TV do andar 64, concordei e subimos, mas antes de entrarmos, Sarah estava lá, e nos disse:
                - Espero que gostem do passeio de amanhã!
                - Que passeio? – Perguntamos, eu e Luna em uma só voz.
                - Ora o de comemoração dos ocorridos de hoje.
                - Onde vamos? – Perguntou Luna com os olhos azuis brilhando.
                - Vão saber amanhã. – Nos respondeu Sarah calmamente e subiu as escadas.
                Ao entrarmos na sala de TV, não imaginava em uma tela que daria quatro telas de cinema, nos sentávamos bem na porta para podermos enxergar a tela inteira, e ficamos lá assistindo diversos programas até a hora do almoço, quando fomos comer aquela simples ceia de 50 pratos quentes, 40 tipos de carnes e 20 tipos de salada, e não sobrou nada pra contar a história. Nos divertimos até a noite jogando os jogos que Luna comprou no shopping, e a noite quando eu estava indo para casa, Luna e eu ouvimos nossos estômagos roncarem como se fossem leões, e comemos uma refeição leve, com apenas 40 pratos quentes, 30 tipos de carnes e 10 tipos de saladas, e antes que eu colocasse um pé para fora do apartamento Robert me perguntou:
                - Quer dormir aqui hoje a noite? Se quiser mando um androide para ficar no seu lugar.
                Balancei a cabeça concordando, enquanto Luna me puxou de volta para o elevador e descemos até o quarto dela, nos deitamos na cama-cesta um de frente para o outro, até eu ouvir a voz de Robert ressoar lá de cima:
                - É bom que vocês fiquem de costas um para o outro, se não vou apagar todas as memórias que tiverem um sobre o outro e tirar todos os sentimentos de vocês!
                Nos viramos, mas antes de dormir, algo que me fez sentir muito bem, foi o fato de Luna ter enrolado a cauda dela na minha, pareceu meio estranho pensar aquilo naquela hora mas não me incomodei, e dormimos em um sono profundo, até acordarmos na manhã seguinte com Sarah dizendo:

                - Vamos logo, não devemos perder o passeio de hoje!

    Drijunior

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    Re: Os Guerreiros do Selo

    Mensagem por Drijunior em Dom Jan 12, 2014 9:21 pm

    Capítulo 7– A espada na pedra
     
                Estavamos curiosos para saber aonde iríamos, saímos do quarto, e Sarah estava pedindo para entrarmos na porta do andar de cima do quarto da Luna, entramos em meio a escuridão, quando a voz de Luan ecoou:
                - Luzes acesas!
                - Adriano, meus parabéns por ter feito essa inteligência artificial, nunca vi Robert tão feliz! – disse Sarah
                Luna olhou pelo canto do olho que aparentemente amendrotaria até o mais feroz animal, e Sarah acrescento rapidamente:
                - Exceto pelo fato de nossa filha estar de volta para ficar!
                - Obrigado – respondi enquanto via os olhos de Luna percorrerem todo o quarto completamente vazio – mas o que é exatamente esse andar? – Perguntei intrigado.
                - Um guarda-roupa. – Luan respondeu prontamente.
                - Mas está vazio. – Disse Luna um tanto confusa.
                - Luan, por favor, mostre a eles as roupas. – Pediu Sarah educadamente.
                E antes que pudéssemos pensar, várias e várias roupas surgiram do teto, e do chão, as paredes se abriram revelando quartos tão escuros um breu completo que se não fosse por ter visão noturna pensaria que estava cheio de monstros naquele lugar.
                - Muito bem!- Começo Sarah – Vão querer escolher as roupas sozinhos ou que eu ajude?
                - Pode nos ajudar mãe! – Respondeu Luna animada- Que tipo de roupa? – Perguntou revirando os mostradores de roupas que estavam presos ao chão.
                - Mas que cabeça a minha! – Disse Sarah dando uma leve batida na cabeça – As roupas que precisam não estão aqui, já que só precisamos delas lá, só ficam lá, vamos indo, seu pai deve estar sentado esperando para irmos,
                As palavras de Sarah pareciam soar como ordens inquestionáveis, começava a entender como conseguira convencer a minha avó a eu ficar com eles por tanto tempo, e enquanto entravamos no elevador, Luna começou a perguntar:
                - Mãe, aonde nós vamos?!
                - Calma, você vai descobrir em breve! – Respondeu calmamente.
                - Já sei! – Exclamou Luna animada – Luan, você sabe aonde nós vamos hoje?
                - Sim Luna. Mas pela minha programação sou proibido de revelar qualquer assunto que fora tratado com prioridade e pedido para não ser revelado a outros e você não é exceção. Sinto muito.
                Luna parecia querer me matar por ter feito aquilo, mas ao elevador para, só pude sentir ela me agarrando pelo braço – só para variar – e me puxando como se fossemos pegar um trem, e o que me surpreendeu foi que a sala circular branca estava cheia de trens dispostos em trilhos unitários em todo o seu redor, Robert saiu de um que estava na nossa frente e disse:
                - Se apressem! Deus ajuda quem cedo madruga!
                Entramos animados, e nos sentamos, e antes que eu pudesse sequer abrir a boca para perguntar, Robert começou a falar:
                - Já sei, você quer saber o que é isso, não é Adriano? – Quase pensei que lia meus pensamentos – E não, não leio pensamentos. Isso aqui é minha ferrovia particular, sentem-se e podem relaxar até o trem pegar o embalo!
                Nos sentamos e enquanto o trem começava a se mover, e ao olhar para o teto havia um mostrador de velocidade, acho que era meio hipnotizante para mim aquele pendulo brilhante no meio do vagão do trem, mas acabei voltando a mim quando notei a velocidade estrondosa a que estavamos. Fiquei boquiaberto quando até Robert dizer:
                - Feche a boca, só por que estamos num trem a 500 Km/h não quer dizer que não existam moscas aqui.
                Estava meio estonteado de imaginar que nos movíamos tão rápido, já que o contador continuava a girar, mostrando o número aumentando e aumentando, até eu notar que a Luna estava dando uma risadinha disfarçada
                - Que foi? – Perguntei
                - Não estamos nem perto da velocidade que conseguimos alcançar, né pai!
                - Sim, só que como não é uma viagem distante estaremos lá em mais ou menos um minuto. Sabe Adriano, acredito que terça você viu o cartão de crédito que dei para a Luna se esbanjar, então aquilo era um presente por um trabalho que eu fiz, e já fiz vários trabalhos, então acredito que deva saber que gosto mais de ter coisas para curtir com minha família do que dinheiro, então sempre recebo propriedades pelos meus trabalhos, e propriedades através de todo o mundo! E esse trem, assim como os outros se interligam com todas estas propriedades!
                O trem começou a reduzir a velocidade até pararmos, então saímos correndo, e ao sairmos, por intuição fomos para quartos separados, onde nos trocamos com roupas de praia, e ao sairmos eu estava com um short preto, e Luna com um biquine azul, e ao subirmos para ver a casa ouvimos um som um tanto quanto relaxante, Luna me disse:
                - Que som é esse?
                - Relaxa até a alma, mas não me lembro de onde é...
                - Sinceramente – começou Robert – basta relaxarem um pouco para ficarem aí quase caindo e dormindo? É o som do mar, lembram-se?
                - Verdade. – Disse eu anestesiado com aquele som.
                - Vamos! Se ficarem dormindo não vai valer de nada estarmos aqui.
                Ao sairmos, maravilhei meus olhos, olhei para os lados e Luna também estava com seus olhinhos azuis brilhando e me disse:
                - Que legal!
                - Verdade! – Disse enquanto corria para o mar – Nunca tinha vindo á praia!
                Ao encostar, notei que conseguia ver vários metros mar adentro, mas algo me veio por trás e me derrubou na água. Me levantei,  e Luna estava rindo, então virei para ela:
                - Aé, então quer me molhar, vai sair encharcada com se tivesse acabado se sair da máquina de lavar!
                Comecei a puxar meu braço direito, até ficar totalmente para trás sem, com a mão ao lado do peito, virei o corpo e encostei a mão sobre a superfície da água, e quando ia fazer força, só senti uma onda me derrubando sobre a areia da praia. Levantei todo molhado, espanei a areia dos pelos andei em direção da casa e disse:
                - Chega, vou para casa!
                - Olha que gatinho estressado... – Disse Luna me zombando – Vem cá!
                Ela pegou uma toalha e me secou, ela foi rápida como se secasse um objeto, fez tanta força que pensei que ia arrancar meus pelos, cabelos, orelhas, nariz, cauda, tudo, acabei zonzo e desnorteado, até Luna me agarrar pelos ombros e dizer:
                - Agora que está sequinho podemos brincar! – Com um tom infantil – Vamos! É perca de tempo chorar por se molhar.
                - Vamos... – Disse suspirando.
                - Suspirar não vai fazer um castelo de areia! – Disse Luna puxando meu braço e apanhando baldes e pás na toalha que Sarah tinha estendido.
                Começamos de vagar, enchemos um balde e viramos, começamos a ajeitar, deixamos aquele montinho de areia quadrado, colocamos mais areia em cima, fizemos as paredes, a porta da frente, uma torre, outra torre, mais uma, e uma quarta, fizemos detalhes que faziam o castelo parecer de verdade, então Robert chego para nós e disse:
                - Belo trabalho - falou com se conseguisse fazer melhor – vamos tirar uma foto! Primeiro os dois atrás do castelo.
                E click, o flash disparou e a foto foi tirada, então ele nos disse:
                - Agora venha aqui na frente.
                Só que, ao nos colocarmos na frente do castelo para uma segunda foto, uma onda veio, varrendo nosso castelinho e nos deixando encharcados, olhamos um para o outro e inevitavelmente começamos a rir um do outro, sentamos nas areia. E enquanto tínhamos dores na barriga de tanto rir, Robert nos disse:
                - Parecem duas crianças. Quando acabarem de rir um do outro, se enxuguem e entrem para almoçarmos. – E saiu.
                Recompomos-nos, e olhamos um para o outro com um ar de te desafio a ver quem chega primeiro, e saímos em disparada, nos secamos e voamos casa a dentro e ao chegarmos na cozinha, ouvimos a voz do Luan:
                - Sinto muito, mas segundo a foto que tirei ao vocês entrarem, vocês empataram magnificamente! Agora espero que se deleitem com o almoço que eu fiz na máquina de clonagem.
                - Só o Adriano para fazer um robô tão arrogante... – Luna resmungou mesmo sabendo que eu iria ouvir.
                - Já disse que prefiro que me chame de Júnior, e também, o Luan não é um robô, é uma inteligência artificial para auxilio de qualquer tipo de tarefa. – Respondi com ar de superioridade.
                - Chega vocês dois! – Disse Sarah num tom bem repreensivo – Não tem que discutirem por coisas tão banais, a maioria dos relacionamentos acaba por coisa simples sabiam?!
                Eu e Luna abaixamos as orelhas chateados, então Robert disse:
                -Mas o importante é que não tornem a fazer isso, pois não gostaria de saber que acabaram um relacionamento tão perfeito só por um desentendimento de ideias. Mas vamos ao que importa, comer!
                E enquanto nos banqueteávamos com uma mesa cheia de peixes, sushis, carnes de todos os tipos, e avançamos sem dó, devoramos todo o banquete para 20 pessoas em cerca de uma hora, e após comermos tanto, estavamos sonolentos, e começamos a balançar de sono, então Robert nos disse:
                - Venha aqui.
                - Estamos indo. – Respondi e soltamos um bocejo que soava com se vindo do fundo da alma.
                Ao chegarmos à varanda, lá estava, uma cesta de gato tamanho extra GG, num lugar ao sol aconchegante, quando dei por mim, Luna já estava se aconchegando, e não demorou muito até eu me juntar a ela, e dormirmos lá.
               
                Acordamos uma hora depois, ás duas horas da tarde, e nos espreguiçamos, estávamos quentinhos como cobertor de pelúcia que acabara de ser removido do Sol, e cinco minutos depois estavamos despertos e prontos para descer e nos divertirmos a tarde inteira.
                Ao sairmos, Luna já me disse:
                - Agora quero ver sua habilidade para se desviar de bolas, vamos jogar uma emocionante partida de queimada.
                - Certo, quero ver se consegue acompanhar meu ritmo. – Disse dando um sorrizinho bem malvado.
                A Luna correu e se apoderou da bola, eu tracei o limite entre os dois campos. Luna correu e se posicionou, e ao ver que eu havia entrado no campo, arremessou a bola, e eu instintivamente, levantei a mão esquerda e a segurei, e enquanto girava a bola na ponta da garra que eu acabara de por para fora debochei da Luna:
                - Esperava algo melhor!
                - Então espere eu começar a jogar a sério!
                Mas antes que ela tivesse alguma chance de falar mais alguma coisa lancei a bola para cima e dei uma cortada de vôlei contra ela, que ela rebateu com um chute, mas eu agarrei, e sem perder a força da bola, mudei seu percurso girando e a mandando a bola de volta com mais força, mas sem perder tempo, Luna deu um soco na bola que fez a bola vir ferozmente contra mim , e seguindo a ideia que minha adversária proporcionou, chutei a bola diretamente de volta, e ela sem  demonstrar esforço agarrou a bola e fez a mudança de percurso girando, e ao chegar em mim eu a segurei com as duas mãos na altura da barriga e disse:
                - Acho que isso já foi o suficiente para o aquecimento, não concorda?
                - Sim! – Disse Luna animada como uma criança que ganha um brinquedo novo.
                -Espera! – Gritou Robert – Como assim isso foi só aquecimento, isso foi a habilidade que vocês demonstraram no treinamento e estão dizendo que não foi nada? E além do que a bola estava muito rápida, como vocês estavam acompanhando? Antes de você agarrar a bola, ela tinha acabado de romper a barreira do som? Como?
                - Pai, você nos faz de gatos de laboratório quando voltarmos para casa, mas agora temos assuntos sérios a resolver. – Disse minha amiga felina empurrando o pai para fora do campo.
                - Certo, – Disse Robert suspirando – só não se machuquem, não machuquem a nós que estamos assistindo e não percam a bola, é  única bola que é a prova de balas que eu tenho...
                Não demorou a recomeçarmos a jogar, peguei a bola e em um giro mandei para Luna, que sem piedade socou a bola e mandou de volta para mim, mas em um movimento giratório, mandei a bola de volta com o calcanhar, que foi rebatida com um tapa, e eu sem demora cortei a bola que sei lá como acertei a cabeça da Luna.
                - Você está bem? Sabe que isso significa ponto meu né?
                - Certo, mas agora você vai ver! - Disse a mim se levantando com os olhos amarelos, com um aspecto bem felino.
                E sem tempo nem de notar a bola, levei uma bolada bem na cabeça que me derrubou, mas a bola foi para do outro lado de umas rochas, e eu acabei desmaiando, só que fui colocado de volta a mim enquanto Luna me dava tapas na cara sem dó dizendo:
                - Acorda! Acorda! Aí caramba, se você morreu, eu te mato na sua próxima reencarnação!
                - Estou bem. – Disse levantando zonzo tanto da bolada quanto dos tabefes. – Cadê a bola?
                - Foi para lá, ao que parece meus pais entraram a algum tempo, acho que meu pai me disse uma verdade.
                - O quê? – Disse intrigado.
                - Que uma parte nossa não nota o tempo passar, jogamos por duas horas, e ao que parece, não me lembro de nada...
                - Também não, só me lembro de você me deixando com amnésia com aquela bola.
                - Para de resmungar, vamos trazer a bola de volta se não vamos passar um tempo no andar de tortura.
                - Tem isso naquele complexo?
                - Sim, mas para de preguiça e vamos lá!
                Corremos até o rochedo, e além da bola, encontramos algo a mais, algo estava prezo lá, nos aproximamos para ver, e lá estava, uma pedra grande, com uma espada encravada, uma lâmina prateada e um cabo dourado, com um diamante incrustado na ponta do cabo, nós estavamos espantados com aquilo, observamos e observamos aquela espada, até eu dizer:
                - Vou tentar tirar ela de lá.
                - Acha que consegue?
                - Luna, é uma espada não um ônibus.
                - Vai então.
                Primeiro segurei o cabo com uma mão e a espada nem se moveu, tentei com as duas e nada, me apoiei na pedra e tentei levantar com toda a minha força, mas só consegui mover ela até a metade da lamina.
                - Certo, sai daí. – disse Luna, enquanto me tirava para fora do caminho.
                Luna tentou do mesmo modo, com uma mão, as duas e com a força de todo o corpo se apoiando na rocha, mas só moveu metade também, então ela olhou para mim e eu retruquei com um olhar “tenho uma ideia”.
                - Fala logo qual a ideia ao invés de ficar fazendo essa cara de sabe tudo.
                - Vamos tentar nós dois juntos. Se cada um tirou apenas a metade, os dois vão tirar a espada inteira.
                - Certo! – Disse confiante, fazendo um gesto afirmativo com a cabeça.
                Colocamos as duas mãos e apoiamos um pé cada ao lado da lâmina, só que ao primeiro movimento, a espada saiu tão facilmente, que parecia que era feita de ar, e por termos empunhado tanta força em algo quase sem peso, caímos no chão, nos levantamos, e minha parceira me disse:
                - Bom, acho que você consegue levar isso, é leve como uma pena. – E soltou a espada.
                Só que nisso a espada e eu despencaram ao chão, ela ficara instantaneamente pesada e eu comecei a sentir meus dedos sendo esmagados contra a areia.
                - Caramba!- Exclamou Luna – É tão inútil que não consegue levar uma espadinha, da isso aqui! – disse num tom bem brincalhão.
                Só que o mesmo aconteceu com ela então peguei o cabo e disse:
                - Olha ao que parece vai precisar de um inútil como eu para levar a espada.
                - Você sabe que era só brincadeira, né? – Me questionou com uma cara de quem fez algo de errado.
                - Claro minha gatinha! Você não falaria a sério comigo de forma tão insultiva, agora vamos!
                E seguimos correndo para a casa, e sentindo o cheiro de Robert, alcançamos o andar inferior e entramos no trem-bala, ele olhou para nós e disse:
                - Trouxeram a bola? – Mas um ar de surpreendimento tomou ele – Como?! Como?! Como tiraram a espada de lá?!
                - Tivemos que segurar os dois juntos para conseguirmos tirar e trazer até aqui – respondi enquanto colocávamos a espada num banco – mas fora isso, ela era bem leve.
                - Eu não acredito, tentei pessoas super fortes, furadeiras, britadeiras, bolas de demolição, brocas gigantes, granadas, dez quilos de dinamite e até uns caras que diziam terem poderes telecinéticos, para vocês chegarem lá e simplesmente tirarem como se fosse de papel? Olha vamos para casa, lá vocês se trocam enquanto eu analiso essa espada, Luna vá chamar sua mãe, enquanto eu coloco a espada em algum outro lugar.
                - Um, não preciso chamar a mamãe, pois ela já está entrando, dois essa espada é pesada de mais, só dá para mexer ela se for eu e o Júnior juntos.
                - Certo, então deixa ela aí, vamos logo, quero analisar essa espada! – Respondeu Robert animado.
                Só sei que pisquei os olhos e lá estavamos nós, de volta ao bom e velho complexo de quinhentos andares. Sem dizer um piu, eu e Luna levamos a espada para o andar de cima, que era uma área própria para experiências, deixamos a espada lá e descemos correndo para nosso pequeno closet e nos vestimos, eu com uma camisa preta com decotes azuis e uma bermuda preta completa e tornozeleiras que vinham com o conjunto, e Luna vestiu sua roupa de costume que eu até hoje não sei dizer o que é exatamente, mas a gola no pescoço que segura a parte da frente de uma camisa , e em baixo uma saia completamente preta com as bordas amarelas, tudo numa única peça de roupa, uma bermuda que ficava um pouco acima do joelho e tornozelerias que vinham formando um belo conjunto, e enquanto Luna me ensinava a passar a cauda pelo espaço certo, eu notei que a maioria das roupas lá tinham tornozelerias em conjunto, mas, não disse nada, subimos até o laboratório e perguntamos a Robert num único coro:
                - E o que descobriu sobre a espada?

                - Descobri uma única coisa. – Enquanto gesticulava com a mão, apontando para a espada e Luan tocava uma musica de suspense no fundo.

    Drijunior

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    Re: Os Guerreiros do Selo

    Mensagem por Drijunior em Dom Jan 12, 2014 9:21 pm

    Capítulo 8 – Os Livros Perdidos
     
                - O que descobriu pai?! – Perguntou Luna animada
                - Que isso é uma espada comum e normal! – Disse Robert respondendo com a mesma animação.
                - Só isso? – Questionei curioso.
                - Não, conseguem ver aquele símbolo próximo a ponta da lâmina?
                - Sim, o que significa? – Respondeu Luna intrigada.
                - Só sei que quando recebi aquela propriedade existia uma caixa de madeira ao pé da pedra em que estava a espada, e dentro continha dois livros com aquele símbolo, um eu guardei na biblioteca daqui de casa, o outro eu doei para a biblioteca municipal, era bobinho, eram apenas contos...
                Eu estava fixando meu olhar para o símbolo, uma estrela de seis pontas, dentro de um circulo, um círculo em seu interior, e círculos entre cada ponta da estrela, eu achava que não era uma boa direção de arte, mas quem sou eu para discutir com o forjador desconhecido daquela espada. Só sei que eu sai arrastado pela Luna, e ela me perguntou:
                - Onde fica a biblioteca da cidade?
                - Me solta que eu te levo lá. Não vamos esquecer os holoprojetores.
                - Certo, vamos logo.
                Subimos correndo as escadas, e fomos para fora, saímos pelo portão do condomínio, e descemos a rua, e Luna, bem na minha frente virou a esquina, descendo em direção à biblioteca como se já soubesse o caminho, e ao chegar na porta eu a alcancei, já estava quase correndo para alcança-la, e quando alcancei ela disse:
                - Você é muito lento. – Levantando as mãos e balançando as mãos aos ombros – Fazer o que, vamos logo quero ver aquele livro, e o que é a espada. – Disse enquanto abria a porta.
                - Pois não. – Disse a bibliotecária enquanto Luna se apoiava no balcão como se esperasse encontrar o livro ali atrás.
                - Estamos atrás de um livro. – Disse Luna olhando para todo lado da pequena biblioteca caçando o livro com os olhos.
                - Qual livro? Sabe, isso sendo uma biblioteca, apesar de pequena, tem vários livros, e não tenho nada que me faça adivinhar os livros que as pessoas querem. – Respondeu a bibliotecária num tom um pouco rígido.
                - Estamos atrás de um livro – comecei – com uma estrela de seis pontas, 2 triângulos postos um normal e outro de cabeça para baixo, círculos entre cada ponta da estrela, um círculo no meio, a senhora sabe qual é?
                - Sei, eu estava aqui quando foi doado, Robert, foi ele quem doou, um livro grande, tinha dezenas de páginas em branco, mas era apenas um livro de contos. Pelo que ouvi de boatos ele teve 2 filhas.
                - Uma filha. – disse Luna num tom um pouco rancoroso – Sou filha única desde sempre.
                - Tanto faz, - recomeçou a bibliotecária – aquele livro, ninguém nunca o pegou até pouco tempo ele se aprofundou entre os montes, e em algum momento ele foi parar embaixo das estantes, se não tivesse sido aquela garota o pegando ontem, ele teria ido para a doação, mas acho que ninguém iria querer, são contos apenas, nunca me interessei em ler aquilo, a capa nunca chamou a atenção de ninguém até ontem.
                - Que garota? – Perguntei, pois meus pensamentos travaram.
                - É, deixe-me ver – disse ela olhando para o computador grande e branco – aqui! Maria Ju...
                - Maria Julia Canezela. – Disse friamente.
                - Isso como você sabe? – A bibliotecária me perguntou espantada.
                - Palpite – respondi – agora vamos Luna, sabendo que o livro vai estar com ela, sabemos que vamos encontrar o livro mais cedo ou mais tarde. – Disse saindo, como se algo estivesse prendendo minhas emoções ao lado de fora da biblioteca.
                - Certo, vamos. – Disse como se eu a tivesse assustado – Muito obrigado pela informação! – Disse Luna para a bibliotecária sorrindo enquanto saía.
                Andamos um pouco e então, de repente, soltei um grande suspiro.
                - Tudo bem? – Luna me perguntou como se eu estivesse expelindo meu pulmão para fora.
                - Calma, isso acontece, às vezes. Acho que um espírito se apoderou do meu corpo nos últimos momentos, senti como se outra pessoa tivesse dito aquelas palavras.
                - Certo, já que isso acontece com todo mundo – disse Luna debochando de mim. – Agora vamos logo, corrida até em casa?
                - Com certeza
    Respondi enquanto saíamos correndo, e em um segundo estávamos em casa.
    - Sem sorte pai, alguém pegou o livro ontem, pelo menos alguém que o espírito que possuiu o Adriano conhece. – Disse para Robert como se informasse o status da missão e debochasse de mim ao mesmo tempo.
    - Eu conheço a Maria, ela está na nossa classe. – Disse um pouco chateado.
    - Olha como o gatinho fica bravo facinho. – Falou Luna enquanto me agarrava e fazia cafuné na minha cabeça.
    - Certo sem brigas, se quiserem podem procurar o que está aqui em casa, só descerem e ajudarem o Luan a procurar e ajeitar a biblioteca.
    - Boa ideia pai! Vamos Júnior!
    - Pode ir, quero dar uma palavrinha com seu pai.
    Luna saiu um tanto quanto pensativa pelo que eu acabara de dizer, então Robert me perguntou:
    - O que quer?
    - Bem, como o aniversário da Luna é no mesmo dia que o meu, e o nosso aniversário está chegando, e eu gostaria de dar algo para a Luna.
    - E o que pretende comprar?
    - Bem, na verdade quero fazer algo, eu tenho uma ideia, queria saber se você poderia me ajudar.
    - Claro, vamos para o laboratório e lá você me conta o que é.
    E enquanto eu conversava com o Robert a respeito da surpresinha que eu ia dar para a Luna, a Luna tinha descido para a biblioteca para caçar o livro da espada perdido.
    - Uau, aqui está bem mais cheio e desorganizado do que eu lembro.
    - Já foi desorganizado? – Perguntou a voz robótica do Luan.
    - O se foi! – Disse Luna admirando as dezenas de prateleiras para todos os lados, livros no chão, e uma escada que subia para uma parte com uma visão panorâmica da parte de entrada, mais livro e prateleiras. – Isso aqui costumava ser tudo arrumadinho, é só você ficar 10 anos sem visitar a biblioteca subterrânea do seu pai que ele deixa tudo em pé de guerra.
    - Vou ajudar a organizar isso tudo! – Disse Luan animado.
    - Não é assim, você não tem um corpo e... – Mas algo interrompeu a linha de raciocínio da Luna.
    Entrando pela porta, lá estava um robozinho de meio metro, com aparência de gato, então ele emitiu um som estridente, até regular e sair a voz do Luan:
    - Testando, um, dois e três. Agora sim! Posso ajudar.
    - Você ficou fofinho nesse corpo Luan, eu brincava com esse robô quando eu era um pouco maior que ele, como conseguiu controle dele?
    - Apenas transferi o servidor primário para dentro do controlador do robô, ele estava numa sala cheia de brinquedos, creio que eram seus.
    - Sim, estão todos guardados em algum andar, mas não me conte, quero achar sozinha, agora voltando para o que é importante, como vamos encontrar um livro nessa biblioteca?
    - Vai demorar, aqui tem mais livros que na biblioteca do congresso dos Estados Unidos, diria que levaria um mês, talvez dois para colocar tudo em ordem.
    - Então vamos começar!
    - Certo.
    E começaram, e por horas eles arrumaram livros, livros de todos os tipos, livros históricos, de contos de fada, de terror, de culinária, de línguas, de todos os tipos de matéria escolar, e quando deu onze da noite, Luan disse:
    - Ufa, acabamos.
    - É, acabamos a primeira prateleira, quantas sobraram?
    - São mais noventa e nove prateleiras, creio que seja melhor ir dormir, daqui a pouco o Adriano estará de volta e vocês vão dormir como os gatinhos que são!
    - Falando nele, o que ele fez o dia todo com o meu pai?
    - Fui impedido de lhe contar doce Luna, mas você saberá em breve.
    - Certo, até mais Luan, isso vai demorar um tempão.
    - Relaxa, eu sou uma inteligência artificial com um super processador, consigo realizar essa função enquanto acho a raiz quadrada de PI sem o mínimo esforço.
    - Então tá. Mas antes vou ir no banheiro, preciso de um banho, até mais!
    E enquanto a Luna saía, e se dirigia para o banheiro mais próximo, ela esbarrou comigo, que estava exausto.
    - Onde você esteve?
    - Não vou contar, vai estragar a surpresa.
    - Chato! Então vai tomar um banho que você está cheirando a terra.
    - Tá bom, e você está cheirando a livros velhos.
    - Isso não vem ao caso seu bobo! – Disse enquanto se agarrava em mim.
    - Então o que é?
    - Você vai me levar até o banheiro do meu quarto, e sem pegar o elevador.
    - Quais as palavras mágicas?
    - Por favor. – Disse olhando com os olhos cintilantes como um cãozinho sem dono.
    - Não aguento olhar esses olhos, então vamos.
    Tomei fôlego e desci correndo e enquanto aquela escada de caracol parecia não ter fim, comecei a correr e olhar os números dos andares, setenta e nove, cento e quinze, duzentos e vinte e cinco, trezentos e noventa e nove, quatrocentos e sessenta e sete e por fim bati na parede do final da escada, de costas pois a Luna tina me virado para se proteger.
    - Obrigado pelo serviço! – Disse ela enquanto descia dos meus braços- E agora vai tomar um banho que você está sujo mesmo de terra. Sorte que hoje mais cedo eu fui inteligente e te disse como colocar o rabo no lugar, só que se meu pai souber adeus tudo que eu sei.
    - Relaxa, não vou contar nada.
    Então eu subi e assim que vi um banheiro com chuveiro entrei e tomei um bom banho e tirei toda a terra e pedrinhas que estavam presos no meu pelo, e assim que eu saí, Luna estava me esperando, chegou perto de mim, e disse na minha orelha:
    - Hora de ir para cama, eu passei tive um bom jogo de queimada, e passei o resto da tarde arrumando livros, preciso dormir, vem hora de ir para cama.
    E mais uma vez Luna me agarrou pelo braço e me arrastou até em casa, só que dessa vez ela seguiu pelo túnel que levava a porta secreta subterrânea, abriu, me empurrou para fora enquanto eu passava para ela o androide, que quando eu olhei, pensei que estava me empurrando túnel abaixo, se me dissessem que era um androide, diriam que eram loucos, tirei o holoprojetor, e me deitei e capotei no sono, até ser acordado de e ouvir a Luna falando na minha mente:
    -“Vamos lá, eu já sei o que vamos fazer hoje, esse é o último fim de semana de férias!”
    Então eu abri a passagem, coloquei o androide na cama, puxei meu holoprojetor e fui ao encontro da Luna no, quarto dela, e ao chegar lá, ela estava lá observando a porta como se esperasse alguém a abrir, e então ela pulou em cima de mim e disse na orelha:
    - Vamos brincar! – Enquanto me levantava e me puxava escada a cima.


     

    Drijunior

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    Re: Os Guerreiros do Selo

    Mensagem por Drijunior em Dom Jan 12, 2014 9:22 pm

    Capítulo 9 – O Último fim de Semana das Férias
     
    Eu estava me perguntando onde a Luna estava me levando até começar a sentir o cheiro de comida vindo de cima, e enquanto eu era puxado energeticamente andares a cima, comecei a imaginar que delicias nos esperavam. Ao chegarmos lá, meus olhos se banquetearam com o banquete de café da manhã para vinte pessoas que eu e a Luna iríamos devorar. Havia de tudo, ovos, bacon, panquecas com cauda, garrafas de leite, torradas, pão, e mil e uma coisas para colocarmos no pão, e sem precisar nem pedir, atacamos toda aquela comida, e meia hora depois, não existia nem pó do que um dia foi um lindo café da manhã.
    - Agora que acabamos – Disse a Luna acabando de beber meio litro de leite – vamos fazer algo extremamente divertido, pelo menos eu acho, era o que eu fazia no passado – enquanto olhava para o ar com um ar de quem lembrava algo.
    - Não, não, não! Está cedo de mais para uma cena do seu passado, me conta depois, creio que não vamos ficar o dia todo vendo TV... – Disse meio desanimado.
    - Vamos logo, tempo é diversão!
    E sem eu ter como impedi-la, fui puxado escada a cima como um saco de trapos velho, e ao chegarmos ao topo, Luna colocou o holoprojetor no meu braço e subimos para um lindo dia azul, sem uma nuvem no céu, o Sol radianta que acabara de nascer, e olhando no pulso e descobrindo que o holoprojetor era um relógio também eu vi que eram sete da manhã, e sem oferecer nenhuma resitência fui puxado para a o bosque em que encontrei a Luna no começo da semana.
    - Aonde vamos? - Perguntei assim que ela soltou meu pulso.
    - Nos divertir! Isso não é obvio? – Disse como se eu soubesse de todas as coisas que estavam perambulando na mente dela.
    Eu a segui, sem perguntar nada ou fazer telepatia, mas ela parecia animada, descemos alguns degraus da escada e entramos na trilha para dentro do bosque.
    - Ei, aqui não é uma área proibida para ficarmos perambulando? – Perguntei me certificando que ninguém nos via.
    - Ora bolas, regras pode e vão ser quebradas, então não tem problemas se não descobrirem, e quem acreditaria? Meus pais não ligariam, e seu androide está na sua casa de boa fazendo coisas que você normalmente faz.
    - Você fala como se fosse a coisa mais obvia do mundo.
    - Mas é, vem cá.
    Eu cheguei perto, e ali estavamos a beira de um barranco, que me dava a estranha vontade de pular.
    - Pega-pega, está com você! – Disse enquanto me dava uma palmadinha e saia correndo barranco abaixo.
    - Ok! – E saí atrás.
    Enquanto eu perseguia a Luna, ela correu para cima de uma árvore e começou a pular de galho em galho, e fazendo uma ótima demonstração que seria uma ninja incrível, pois seus movimentos eram leves e rápidos, literalmente como um gato, até eu dar um pulo e agarrar o tornozelo dela.
    - Está com você!
    E saí correndo, sabia que estavamos entrando em partes bem profundas do bosque, até me deparar com passos que vinham em minha direção, e no instante que fiquei paralisado de medo, a Luna surgiu da direção em questão e me jogou ao chão.
    - Sua vez!
    E continuamos com um ritmo incrível, sem cansaço, ficamos correndo um atrás do outro por umas duas horas, e não me parecia algo ruim, estava sendo muito divertido, era como se fosse uma parte de mim, até o momento em que a Luna caiu de um galho como um saco de batatas, eu corri para ajuda-la, mas ela simplesmente disse:
    - Vamos para casa, é quase meio dia, hora do almoço.
    - Mas eu não estou com fome... – Disse meio triste por ter que parar, mas um ronco saiu das nossas barrigas.
    - Venha logo, hora da boia! – Ouvi a voz da Sarah nos chamando, e ali estavamos, do outro lado de uma grade.
    - Bem, não tem ninguém olhando, então. – E a Luna pulou sem mais nem menos, segui o belo exemplo.
    Fomos saborear um lindo banquete como de costume, pareceu bem revigorante, já que tínhamos brincado muito, e depois de meia hora comendo, descemos sonolentos e caímos dormindo na cama de gato da Luna.
    Após uma ótima soneca, acordamos revigorados e prontos para mais, então sem perca de tempo, Luna se levantou num pulo e disse:
    - Muito bem, vamos brincar de esconde-esconde, a área é aqui em baixo do apartamento, não vale perguntar para o Luan onde o outro se escondeu, ok?
    - Ok. – Respondi energeticamente – E quem se escon..
    Mas antes que eu pudesse perguntar, ela desapareceu como um fantasma, contei até 10 e saí a caça.
    Nunca me ocorrera o quão profundo era o quarto da Luna até aquele dia, estavamos no andar 500, se cada sala tinha uns 5 metros de altura, deveríamos estar bem próximos a lava fervente, mas tenho certeza que o Robert não nos colocaria a um perigo mortal, principalmente a única filha dele, então senti o doce odor da pelagem da Luna e entrei numa sala cheia de relógios, era quase duas da tarde, e, observando que diversos relógios fariam muito barulho em alguns segundos, puxei as orelhas para baixo para tentar abafar o som, eu fui bem sucedido, diferente da Luna que saiu pulando assustada de dentro de um dos relógios.
    - Tenho que aprender a ficar em locais mais silenciosos, - disse após a parada dos diversos sinais de relógios – quase fiquei surda.
    - Sua vez minha gatinha! – E sai correndo atrás de um esconderijo.
    Eu me enfiei em um andar cheio de caixas brancas, não me atrevia a abrir nem uma, pois exalavam um cheiro muito forte, e creio que eu não seria achado pelo cheiro, e pelo jeito funcionou, pois fiquei lá deitando no chão contra a parede para amenizar o forte cheiro que exalava, mas ao primeiro ronco do meu estomago eu ouvi a porta se abrir e uma respiração ofegante, que colocou o braço na manga da camisa e me puxou para fora, e disse:
    - Você! – Começou Luna gritando – Como ousa me deixar procurando por aí e se esconder num lugar com cheiro de estrume sem deixar nenhuma dica, aqui era o último lugar que eu pensaria em me esconder quando se tem um ultra olfato, mas agora que eu te achei e já é tarde, e estamos com fome vamos jantar.
    E agarrou meu braço e saiu puxando escada a cima sem nem me deixar levantar, então cheguei ao banquete meio dolorido, até a Luna abrir um sorriso e começar a gargalhar como se tivesse ouvido uma ótima piada. Assim que se acalmou disse:
    - Precisava ter visto a sua cara. – Disse limpando uma lágrima que escorria de tanto rir – Parecia que tinha acabado de ver algo extremamente aterrorizante, admita, eu sou uma boa atora.
    - Achei que eu fosse ser morto e um androide ia viver para mim pelo resto da vida.
    - Exagerado, vamos comer! – Falou energeticamente pulando e avançando na comida.
    E após uma ótima refeição, saímos para passear um pouco no condomínio, então descemos as escadas que davam para um campo de areia, mas ao invés disso, nos deitamos na grama e ficamos apreciando as estrelas e uma Lua dourada, e quando os holoprojetores começaram a dar sinal de fim de bateria, voltamos para casa, colocamos os holoprojetores para carregar e nos dirigimos para cama para uma ótima noite de sono.
    No dia seguinte, eu e Luna acordamos e sem mais delongas fomos tomar café, e depois da comida, eu falei:
    - Hoje eu escolho o que vamos fazer! E vamos assistir animes!
    - E o que são animes? – Perguntou curiosa.
    - São desenhos japoneses, acho que vai gostar.
    E não deu outra, passamos o resto do dia assistindo animes, comendo, dormimos e fizemos o mesmo no domingo, até que Luna me chamou e disse que queria me mostrar uma coisa.
    Então segui ela até a sala de treino, e ao entrar, o local estava vazio, sem robôs tentando nos matar, ou lasers, ou serras elétricas ou nada de perigoso, e de repente tive um impulso e abaixei e vi que a Luna estava tentando chutar meu pescoço e ela disse:
    - Luan, coloca um belo tema para batalha, está na hora de vermos do que esse gatinho é capaz!
    Eu olhei nos olhos dela  e estavam amarelos como olhos de gato, e estava determinada como se aquilo fosse a coisa mais divertida do mundo, e enquanto estava abaixado eu tentei passar uma rasteira nela que pulou para trás e veio correndo sem demora se preparando para um soco que foi bem dado e me mandou para o outro lado da sala, mas rapidamente me recuperei e parti para a briga, e entre chutes, socos, voadoras, e mortais desnecessários, a música tocava fortemente, e ela só me instigava mais a querer lutar.
    Depois de muito tempo em equilíbrio, com chutes e socos mais rápidos do que um ser humano comum conseguiria realizar, encontrei uma pequena brecha na joelhada que a Luna ia dar, então a agarrei pela barriga levantei ela no meu ombro e virei com tudo no chão, mas ela me parou com as pernas dela, então ela agarrou minha cauda, e agora eu sabia que aquilo era muito desconfortável, e eu me paralisei instantaneamente, e a voz doce da Sarah ressoou e voltamos a nós, olhei para o lado e a Luna me soltou, então nos foi dito:
    - Já é tarde, e amanhã vão acordar cedo, os dois já para a cama! – Disse Sarah de modo repreensivo – E Adriano, melhor ir dormir na sua casa se não vai ser difícil saber o que fazer com o seu androide.
    - Certo, – concordei – me leva a saída Luna?
    - Claro!
    E saímos correndo, subimos as escadas e fui para onde havia o corredor que dava embaixo do meu quarto, peguei o meu holoprojetor e disse:
    - Até amanhã minha gatinha!
    - Até! – E ela me deu um beijinho na bochecha.
    - Vá logo antes que eu apague suas memórias! – Disse Robert que havia provavelmente teleportado ali.
    E com alguém que poderia me matar e fazer com que ninguém soubesse me dizendo para ir embora, sai, o quarto escuro, um androide que eu empurrei escada a baixo, uma bolsa e uniforme prontos para a escola, que eu já deixei scaneei para não me esquecer depois, deitei e rapidamente adormeci, e quando acordei parecia uma estar totalmente revigorado, comi uma grande tigela de cereal que me pareceu bem satisfatória apesar de ser apenas um prato e não um banquete como tive nos últimos dias, me despedi de minha avó, meu avô, que já estava saindo para ir trabalhar e encontrei a Luna descendo pelo gramado a frente do apartamento, e desviou habilmente da pequena hortinha que meus avós tinham, então perguntei:
    - Pronta para a pior coisa da sua vida?
    Ela agarrou a mochila que estava no chão ao lado do bloco do apartamento e disse:

    - Bem...

    Drijunior

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    Re: Os Guerreiros do Selo

    Mensagem por Drijunior em Dom Jan 12, 2014 9:22 pm

    Capitulo 10 – A Lenda da Espada
     
               
                -Bem... – Começou Luna parecendo que eu estivesse a chamando para um local verdadeiramente horrendo.
                - Só estou brincando. Não é tão ruim quanto pode ser. Vamos logo. – e após isso saí na frente puxando a Luna pelo braço para variar um pouco.
                Descemos a escada por trás do apartamento, descemos até o portão de saída na parte de baixo e seguimos rua abaixo em direção a escola, e estávamos indo pelo caminho que passava próximo a biblioteca, então fez-se a questão que eu saiba que ocorreria:
                - Será que a Maria Rulia vai estar lá?
                - Maria Júlia – corrigi – e sim, provavelmente, se ela não foi atacada por um lobisomem ela vai estar lá.
                - Existem lobisomens! E se um nos atacar! – Começou Luna sendo sarcástica até onde o som podia chegar – Vamos por aqui – disse apontando para os tetos dos prédios – vai ser divertido!
                - Não! – Disse firmemente – E se alguém nos ver? E se alguém nos filmar? E se alguém me reconhecer?
                - Primeiro, são seis e trinta e cinco da manhã, ninguém vai prestar atenção a nós; segundo, até alguém pegar um celular ou câmera já estaremos longe e terceiro, por que podem apenas reconhecer você?
                - Pois se esquece que ninguém exceto seus pais, eu, meu pai e a velha da biblioteca sabemos como você é? São chances bem pequenas.
                - Chega de discurso e vamos!
                E antes que eu pudesse impedi-la, ela subiu muro a cima e seguiu reto alcançando uma velocidade que poucos poderiam acompanhar, e sem outra opção a segui, corri pelo muro, o que parecia ser simples para mim, provavelmente a recente transformação tinha diversos aspectos felinos positivos, segui ela muro a cima, saltamos por cima da rua, uma atividade que me pareceu simples, e ao perceber que ninguém se quer olhará para cima, notei que tínhamos sido bem sucedidos, atravessamos os tetos por um quarteirão, e descemos cuidadosamente em um pequeno beco sem saída próximo que estava completamente vazio.
                Ao sairmos do pequeno beco, atravessamos na frente da igreja a frente da escola, e como o portão já estava aberto entramos, estranhei os olhares recaindo sobre Luna, mas devia ter esperado, devia estar linda, graças ao holoprojetor, só veriam uma bela adolescente, passamos pelo pátio de entrada, passamos pelas classes próximas a entrada, o conjunto de mesas perto da cantina e descemos rumo a uma das classes mais distantes da entrada, ao lado do laboratório usado por outro primeiro ano, eu rapidamente encontrei a Maria Julia, porém antes que eu pudesse apontar para ela para mostrar para a Luna, o sinal tocou, e seu som extridente alcançou meus ouvidos com tal potência que me apoiei no ombro da Luna para não cair e gritar de dor, quando parou ela me olhou com uma cara aterrorizada e me disse:
                - Me desculpe! Eu esqueci completamente! – E ela puxou um pequeno objeto do bolso – Meu pai me deu um para te dar, ele sabia que isso ia acontecer, os super- sentidos iam causar isso com sons altos, além de cheiros e outras coisas. – E ela grudou aquele negócinho no holoprojetor – agora não voltara a se repetir.
                - Certo, ali ela! – E apontei para Maria Julia.
                - Ela é bonita. – Não disse nada para não causar desrespeito a minha namorada.
    Ela era bem bonita, os cabelos estavam soltos, eram todos encaracolados e iam até a cintura, apesar de normalmente ficarem presos magicamente num coque, ela era cheinha e com um rosto infantil, que estava mergulhado no livro que queríamos encontrar, um livro de capa de couro extremamente bem conservada, para ter sido usado como apoio para o pé de uma prateleira, parecia intacto, o símbolo da estrela de 6 pontas formada por 2 triângulos, os círculos entre as pontas da estrela, o circulo no meio da estrela e o circulo externo, exatamente como a espada, e nos aproximamos para conversarmos.
    - Bom dia Maria! – Disse calmamente, mas meus olhos não saíram do livro.
    - Bom dia – disse a voz com a voz calma e agradável dela – quem é sua nova amiga?
    - Olá! – Disse Luna antes que eu pudesse falar algo – meu nome é Luana, mas pode me chamar de Luna.
    - Gostei do apelido, já li um livro que tinha um personagem com esse nome, Luna, você é...
    - Namorada do Adriano aqui! – E com essas palavras tenho certeza que ouvi várias exclamações inconformadas, pelo menos dois tombos de alguém que nos observava por trás.
    - Uau – Disse Maria meio espantada – isso é sério?
    - Sim – Respondeu Luna firmemente – mas, mudando de assunto, esse livro – começou como se não quisesse nada – posso ver a capa, parece um que meu pai lia para mim.
    - Claro – e mostrou a capa – era esse?
    - Sim – respondeu, ela aparentemente tina a fantástica habilidade de descobrir coisas de forma discreta – ele sempre me lia um, que tinha uma espada com um símbolo igual a esse da capa.
    - Bem, falando só isso é difícil falar, - disse ela querendo saber qual era - tem uns 20 com espadas que possuem esse símbolo, mas creio que seja o primeiro, como era a espada?
    - Lâmina de prata, punhal de ouro, um grande diamante no punhal e o símbolo da capa na ponta de cima da lâmina.
    - É o primeiro mesmo, a partir dessa todas as outras histórias se desenrolam.
    - Se importaria de ler para eu e o Adriano, creio que você dará tanta vida a história que vamos até encontrar essa espada.
    - Quem sabe, seria muita sorte não é? – começou parecendo desejar o mesmo – Desde que não acabem mortos prematuramente como a maioria dos portadores, com seu argumento tão convincente eu vou ler. – Disse meio ironicamente, como se desacreditasse a chance de termos aquela espada em mãos.
    Ela fechou o livro e reabriu nas primeiras páginas, tomou fôlego, mas o sinal da primeira aula tocou, e a professora já estava chegando, a professora de Português, já abria a porta para entrarmos.
    - Bem – disse Maria – quando tiverem a chance vão lá ao meu lugar e eu leio o conto para vocês! – deu um sorriso, se levantou e entrou.
    Entramos, minha sala era dividida em 5 fileiras, eu sentava na primeira carteira da segunda fileira da porta para dentro, Luna se sentou bem atrás de mim, e meus amigos Caio e Anderson sentaram em seus lugares, nas primeiras carteiras da fileira ao lado da porta. O Caio era um pouco baixo, ele estava bem bronzeado, o que significava que fora muito a piscina, tinha olhos castanhos e cabelo bem curto, estava com a camiseta branca do uniforme da escola, de bermuda e com um boné azul que ele usava quase sempre, o Anderson já era mais alto, porém bem branco, poderia dizer que ele é um vampiro se não víssemos ele ficar no sol sem queimar e virar cinzas, o cabelo também era castanho e bem curto, estava com uma camiseta branca comprida por cima do uniforme, calça comprida e tênis.
    A professora de português, que se chamava Flavia,estava usando um vestido preto, os cabelos estavam vermelhos sangue num penteado todo escorrido até os ombros, ela impunha muito respeito, e ninguém que a confrontará em uma discução sairá ganhando então ela entrou e começou a chamada, e ao final da chamada ela pediu para abrirmos o caderno e começarmos a copiar, eu notei que o caderno da Luna estava completo, exatamente como o meu, completo, e até a letra era próxima da minha, eu comecei a perguntar:
    - Como...
    - Meu pai – respondeu antes de eu se quer perguntar.
    - Quem é ela? – Caio virou-se e perguntou para mim.
    - Luna, esse é o Caio – e apontei para ele – e ele é o Anderson – apontando para a carteira de trás, ele olhou como se começasse a se interessar pela conversa – eles são meus melhores amigos, e Caio e Anderson, essa é Luna.
    - Ela é sua... – começou Anderson e Luna completou.
    - Namorada. – E sorriu claramente.
    Ouviu-se um alvoroço atrás de nós e aparentemente todos os garotos atrás de nós começaram a planejar um conspiração com aquela declaração.
    - Como? Quando? Onde? Por que?
    - Eu simplesmente amo ele, isso tem algum problema? – Questionou Luna.
    - Não, é que tipo, você é linda, e o Adriano, não que não alguém com uma corcunda e a cara deformada que da medo só de olhar, mas com tantas outras pessoas mais bonitas. – Disse Caio.
    - Eu não vejo quem ele é por fora, as atitudes da pessoa, quem ele é que me conquistou, não me importo para aparências.
    Com os meus novos reflexos agarrei um avião de papel, que vinha do garoto na ultima carteira da sala, e um garoto chamado João que sentava lá, ele era alto e esguio e tinha uma cara bolha de massa que dava vontade de socar, e além do que a mera presença dele me provocava a vontade de chuta-lo no estomago até ele parar de se debater, ele fez um som próximo ao grunhir de um porco, eu amassei o avião e joguei para o cesto de lixo do outro lado da sala por cima do ombro, vi as caras de susto dos meus amigos, já que até antes das férias eu não teria reflexos para agarrar um avião vindo por trás e muito menos fazer o lançamento que eu fiz. Então eu disse:
    - Deve ter sido sorte, só isso.
    - Certo. – Disse Caio desconfiado – melhor começarmos a copiar antes que fiquemos muito atrasados, e sabe como a professora não gosta de que fiquemos parados sem copiar quando tem coisas na lousa.
    Então eu e Luna nos viramos e começamos a copiar, em pouco tempo já alcançamos a professora, e continuamos copiando, quando ela acabou, ela se sentou, eu olhei para a Luna e olhei para o outro lado da sala onde a Maria estava sentada junto com sua melhor amiga, Larissa, ela tinha cabelos pretos e compridos, e uma pele bem branca, usava uma calça jeans e a camiseta do uniforme da escola, atrás estava outro amigo meu, Danilo, ele tinha a mesma altura que eu, estava de calça comprida e uma camiseta branca, o que indicava que ele tinha conseguido encontrar o uniforme para variar, ele usava óculos, o que me fez lembrar que ninguém tinha falado nada de eu não estar de óculos, então o holoprojetor provavelmente mostrava minha imagem com óculos. Puxamos duas cadeiras vazias e nos sentamos próximos da Maria, ela olhou para mim e para Luna, pegou o livro de dentro da bolsa e disse:
    - Vamos lá então.
    Ela abriu o livro logo no começo, um livro realmente grosso e imagino que durante as férias ela deve ter lido muitos muito mais grosso que aquele. Ela tomou fôlego e começou:
    “A Espada do Selo”
     
    “Muito tempo antes do tempo ser chamado de tempo, a Terra era um único continente, um mundo onde existiam humanos e fadas, e conviviam em perfeita harmonia, a paz reinava e a luz banhava tudo que se podia enxergar, até que em um dia as trevas nasceram, uma massa pura de trevas que consumia tudo por onde passava, e deixava apenas a destruição e a morte por onde passava.”
    “O rei dos humanos e a rainha das fadas decidiram que deveriam por um fim as trevas a todo custo para que pudessem proteger os inocentes de ambos os reinos, então eles se uniram, e foram atrás de um guerreiro que diziam ter recebido os poderes de todos os deuses, e eles rapidamente o encontraram, pois ele estava indo pedir ajuda a ambos para pararem as trevas.”
    “Então com os três estando juntos e indo atrás do mesmo objetivo, destruir as trevas, eles se uniram. Eles decidiram criar uma arma que permitisse com que eles derrotassem as trevas, então o Rei dos Humanos pediu para que lhe fosse trazido a mais pura prata, o mais puro ouro e um diamante rúnico que estava a muito guardado nos cofres do castelo para criar a mais poderosa espada que já existira.”
    “Ao receberem o material, o Guerreiro dos Deuses utilizou todos os poderes dos deuses ferreiros existentes para forjar a mais forte espada, com a lâmina de prata o  punhal feito com o ouro e o diamante foi colocado na parte de baixo do punhal, a Rainha Fada utilizou as mais poderosas magias na espada para que ninguém que possuísse uma alma maligna pudesse empunha-la, e deu a espada também o poder de selar qualquer coisa maligna e absorvesse seus poderes para se tornar mais forte, o Rei dos Humanos foi proclamado com o 1º Cavaleiro da Espada, e após isso a espada ganhou o símbolo de uma estrela de 6 pontas feita por dois triângulos, círculos entre as pontas da estrela, um circulo bem no meio da estrela e um em volta dela, então, os três partiram para confrontar as trevas.”
    “Eles chegaram até onde as trevas estavam e apenas um desert existia, os ventos uivando e a areia criava dunas até onde os olhos alcançavam, e uma temível batalha começou, as trevas avançavam e destruíam tudo o que tocavam, nenhuma das armas do Guerreiro dos Deuses surtiu efeito, os encantamentos da Rainha das Fadas eram repelidos facilmente, então eles o Cavaleiro da Espada utilizou seu poder e começou o ritual para selar as trevas, porém era necessário algum lugar para sela-la, e sem nada poderoso o bastante, os três resolveram parti-la em três partes e sela-la dentro das próprias almas.”
    “Após selarem as trevas, eles sentiram que elas tomariam conta de suas mentes e continuariam a destruir tudo, e quando isso ocorresse deveriam ser impedidos, primeiro a Rainha das Fadas caiu sobre o controle das trevas, e o Cavaleiro da Espada a selou em uma dimensão prisão, onde ela existiria para sempre, mas sofreria eternamente e nunca mais poderia sair de lá, e após selada, as fadas se tornaram meros humanos, e sua existência foi esquecida, existam então apenas humanos.”
    “Em seguida o Guerreiro dos Deuses foi dominado, pois ele amava a Rainha das Fadas, e a perderá, e não havia mais nada que ele amava naquele mundo, então as trevas se aproveitaram disso e tomaram conta de sua existência, não podendo mandar aquela parte das trevas para a dimensão prisão, pois poderiam se fundir novamente e voltar a destruir o mundo, então o Cavaleiro da Espada selou quase todos os poderes do Guerreiro, só não sendo capaz de selar o poder que lhe estendia a vida.”
    “Por fim, o Cavaleiro começou sucumbir sobre o domínio das trevas, só que sua alma reencarnaria para que as trevas não tivesse a oportunidade de se reerguer, então se despediu de seu reino, de seus filhos e de sua esposa, e foi  até um local bem distante onde não haveria ninguém para quem as trevas pudessem se apoderar, e levando sua espada, começou a deixar as trevas tomarem conta de seus pensamentos, e quanto mais as trevas controlavam seus pensamentos, mais pesada a espada ficava, e quando estava longe o bastante, e não havia ninguém por perto, ele se deixou dominar por completo e a espada saiu da cintura do cavaleiro e atravessou seu peito bem no coração, a lâmina se fincou com tanta força que partiu a Terra em várias partes que foram separadas por oceanos, e a ultima coisa que o cavaleiro viu foi sua amada chorando em cima de seu corpo, e atravessando seu peito com a mesma espada que o matará.”
     
    Maria tomou fôlego.
    - Era essa a história que você queria ouvir Luna?
    - Sim – Respondeu ela apreensiva – é que faz tanto tempo, a história acaba aí não é?
    - Não, acho que faz tempo mesmo que perdeu o livro, pois todo o livro tem a aparição dessa espada, os contos contam como ela foi usada para aprisionar, monstros, fantasmas e até deuses que criavam o caos, mas foram parados por cavaleiros e cavaleiras que eram dignos de portarem a espada.
    - Mas só uma pessoa pode porta-lá? – Perguntei.
    - Não, algumas pessoas conseguia mover a espada, como a mulher do primeiro cavaleiro e rei dos humanos, que a usou para ir para junto de seu amado, e em alguns outros contos alguém recebia a espada para dar ao verdadeiro dono, a alma reencarnada do cavaleiro.
    - Muito interessante – ouvimos a voz da professora vindo da frente da classe, ela – mas acredito que seria melhor vocês prestarem a atenção na minha explicação ou preferem vir aqui explicar?
    - Nós vamos! – Respondeu Luna animada – Vamos Júnior!
    Eu a segui, senti como se estivesse indo para a morte, sempre que algum professor perguntava se o aluno queria explicar a resposta era um claro e óbvio não ou um silêncio constrangido, então a professora se sentou no lugar da Luna e eu fiquei ao lado da Luna, e ela começou a explicar a matéria de português, desde onde surgiu até a aplicação pratica daquilo em cada possibilidade de emprego, mas não vou entediar ninguém com a explicação, mas todos ficaram quietos durante a explicação, já que todos esperavam ver a aluna nova se dar mal, e ao invés disso ela fez um trabalho excepcional que fez a classe toda tirar dúvidas, incluindo a professora.
    Depois de tirar todas as dúvidas da classe e da professora no final da segunda aula de 50 minutos, tanto eu, quanto a professora quanto o resto da sala pareciam impressionados com tudo aquilo, então a professora perguntou:
    - Como sabe de tudo isso, Luana?
    - Professora, eu preferiria que me chamasse de Luna, mas de qualquer forma, foi tudo o Adriano, ele que me ensinou tudinho que eu sei, e eu sei de quase tudo em todos os aspectos.
    O sinal indicando o fim da aula tocou, a professora saiu bem perplexa ao imaginar o quanto eu tinha ensinado a Luna e eu creio que não seria difícil em algum momento ela vir tirar duvidas comigo ou com a Luna, o resto do dia continuou como sempre fora, uma enorme bagunça com os professores não conseguindo explicar quase nada, Luna parecia indignada com isso, e na hora da saída, ela me disse:
    - Eu vou dar um jeito para que os professores tenham o devido respeito!
    - Boa sorte – desejei sabendo que seria quase impossível –tem meu apoio moral e minha ajuda se bolar um plano.
    - Pode deixar, eu já tenho um plano! – Disse com um sorriso maléfico no rosto.
    - Que garota você arranjou – disse Caio - eu nunca imaginaria que alguém conseguisse fazer a Flavia ficar sem palavras, ela certamente não esperava que alguém se propusesse a ir explicar a matéria, e que explicação, acho que a Flavia vai pegar aquela explicação para usar em algum trabalho de faculdade para tese de doutorado.
    - Quem sabe – disse Anderson meio que perdido olhando para a Luna.
    - Se você se quer pensar em algum momento da sua vida, em como roubar ela de mim saiba que vou fazer esse momento ser o ultimo de sua vida – ameacei tanto falando sério quanto brincando.
    - Que isso rapazes, sei que isso não será necessário. – Disse Luna sorridente.
    - Não é isso Adriano – me garantiu Anderson – eu só estou com a sensação que você – disse apontando para Luna – vai pular em cima de um pássaro a qualquer momento, e você tem um cheiro bem forte de gatos também.
    - A, é que – Luna parecia um pouco nervosa – eu brinco muito com os gatos lá no condomínio, e eu acabei me confundindo e usei shampoo e sabonete para pelos de gato, acidentalmente numa cruel pegadinha dos meus pais.
    - E por que eles fizeram isso? – Perguntou Caio.
    - Pois eu estava viajando de mais por causa de estar namorando o Júnior – e ela me deu um abraço que a fez parecer uma criança.
    - Sinceramente, acho que vou começar a usar shampoo assim também, seu cabelo está maravilhoso – eu olhei para o Caio com um olhar assassino – você tem muita sorte Adriano! Muita sorte! – Disse sabendo que aquele olhar era uma ameaça declarada.
    - Certo, até amanhã! – Disse Luna muito feliz.
    Seguimos para casa, dessa vez pelo caminho usado por humanos e não por ninjas, e depois de nos distanciarmos um pouco eu perguntei para a Luna:
    - Você acha que eles, principalmente o Anderson, podem ter notado algo, tipo, não era para ninguém perceber nada além de te ver como um ser humano comum não é?
    - Deve ser uma falha, sabe, um em um bilhão.
    - Pode ser. – Respondi insatisfeito, mas suspirei e deixei aquilo para trás.
    Fomos conversando o resto do caminho sobre o que ela havia achado do primeiro dia de aula, subimos pela rua da biblioteca, e viramos na rua dos nossos apartamentos, eu desci as escadas para o meu e a Luna foi para o dela, eu almocei e fui para o meu quarto, eu fechei a porta e as cortinas, e sentei na cama para finalmente ter um momento para pensar em tudo que estava acontecendo, mas não tive sucesso, uma mão agarrou meu tornozelo e me puxou para baixo da cama, empurrou um androide meu escada a cima e fui arrastado, não pela Luna que fazia isso com carinho, mas era o Robert, aparentemente bem irritado, e sinceramente, ele sempre inspira alguém que você deve respeitar, e se não respeitar, bem, não é alguém que você quer ver bravo.
    Ele me arrastou para a sala de invenções dele, e Luna estava lá de orelhas baixas, eu podia sentir que a morte rondava aquele local, só que ela seria mais boazinha que o Robert bravo como ele estava, ele me colocou sentado em um banquinho ao lado da Luna e começou a mexer no computador.
    - O que você fez? – Perguntei para a Luna.
    - Vocês  dois arriscaram suas identidades fazendo o showzinho acrobático, agora eu vou explicar a vocês os problemas que vocês poderiam ter causado, sorte de vocês que apenas uma pessoa conseguiu gravar de longe com imagens muito borradas.
    Eu e Luna suspiramos e o Robert começo uma bronca extremamente grande, eu não vou contar o extremamente grande discurso de quatro horas, mas não vou o fazer, ele começou explicando o perigo de sermos descobertos e acabou com agora vou garantir que não vão fazer isso de novo, e pegou nossos holoprojetores e os jogou no lixo e iniciou a criação de holoprojetores novinhos.
    - Esses aqui são quase como os outros, só que eles se auto-recarregam, já tem os inibidores de metabolismo para não comerem um banquete para vinte pessoas, inibidores de sentidos para não parecerem uns malucos gritando por causa de um som muito alto e também inibidores de força, vocês vão ter apenas a força de um ser humano comum, só que com a força ao máximo, basicamente, vão ter a força de um daqueles levantadores de peso de competição, não dá nem um quarto da verdadeira força de vocês, mas vai servir para disfarçar bem vocês.
    - Espero que esse aqui não de a impressão nos outros de que vou atacar pássaros! – Disse Luna tentando saber o porquê aquilo ocorrerá.
    - Isso pode continuar ocorrendo, não posso explicar isso a vocês pois está fora da minha área de conhecimento – o que era estranho, Robert sabia de tudo – um dia talvez encontre suas respostas. Mas agora vão treinar como castigo.
    Fomos para a sala de treino e lutamos com os robôs, eles não davam nem para o cheiro, mas depois de algumas horas de batalha Robert nos chamou para jantar, e após vários pratos de comida, fomos assistir TV na pequena tela com o tamanho de 4 telas de cinema colocadas formando uma tela enorme, e depois de assistir algum tempo, fomos dormir, Luna me levou até a saída embaixo da minha cama, e antes de sair eu perguntei:
    - Afinal de contas, qual o seu planinho para fazer os alunos ficarem quietos quando os professores forem explicar?
    - Isso meu caro, vai ser uma surpresa. – Ela respondeu fazendo mistério.

    Eu me deitei esperando saber o planinho de Luna, mas antes que eu pudesse penar mais cai no sono.

    Drijunior

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    Re: Os Guerreiros do Selo

    Mensagem por Drijunior em Sab Fev 01, 2014 10:47 am

    Capitulo 11- O Jogo de Queimada

    Passamos o resto da semana de forma normal, pelo menos o quão normal pode ser sendo metade gato, eu tinha adquirido um habito maior de tomar leite, o que antes era apenas um copo de leite por noite, passou a pelo menos dois galões, que por sorte, o replicador de comida fazia bebidas como leite, também fomos ao curso de inglês na quarta-feira, porém, posso dizer que para a sorte dela, não para as tediosas aulas de computação, eu não entendia a necessidade de eu aprender mais nada, já sabia de praticamente tudo, eu criará uma inteligência artificial em quatro horas usando um bloco de notas, mas eu estou me desviando do assunto principal.
    Apesar de tudo, a escola continuava um verdadeiro caos, que eu sinceramente não me impressionava, não depois da vez que eles começara a jogar carteiras uns nos outros, então a gritaria e todo o resto eram coisas normais, mas Luna estava insatisfeita, aquele local de ensino era algo que ela nunca teve, e ela queria sentir o que era aprender, apesar de ser algo totalmente desnecessário com um pai super-gênio com um aparelho que transfere qualquer conhecimento que exista para você, mas acho que ela estava mais indignada com o desrespeito aos professores, já que eles haviam ficado quietos quando ela explicou, mas eles fizeram aquilo apenas para debochar dela quando ela fizesse alguma besteira, coisa que não aconteceu, e desde aquele dia ela dizia ter um plano para acabar com tudo aquilo.
    Era sexta-feira e Luna estava toda sorridente, aparentemente ia por o seu lindo plano secreto em prática, eu estava realmente curioso. Eu e Luna estavamos sentados no chão ao lado de um banco em frente a nossa classe, conversando com o Caio e o Anderson após a Luna fazer o Caio parar de tentar atacar o Anderson, então Caio perguntou um assunto muito comentado naquela semana:
    -É sério mesmo que vocês dois estão namorando? – foi perguntado pela trecentésima quinquagésima terceira vez – Quanto você está pagando para ela fazer isso? – Me perguntou – Quanto ele está pagando? – Perguntou para Luna.
    - Nada – eu e ela respondemos juntos.
    - Isso já está se tornando chato, o que eu preciso fazer para que parem de achar que eu estou sendo paga para ficar com o Adriano? – Luna perguntou indignada.
    - Sei lá, beijar ele por um período longo o bastante para todos verem e acreditarem.
    Então a Luna se levantou, me agarrou pela gola da camisa e me beijou bem na frente da escola inteira, eu não me importei, podia ter sido pior, e depois de um longo e maravilhoso beijo, ela me soltou, todos os garotos no raio da escola estavam olhando para nós, e ela gritou bem alto para todos ouvirem:
    - Alguém ainda duvida que eu amo o Adriano?
    - Não – uma resposta coletiva e perfeitamente sincronizada por todos os garotos e todos voltaram a conversar desapontados.
    - Pronto, problema resolvido – Luna sorriu para mim e para meus amigos.
    - Certo, certo, mas eu ouvi você ou o Adriano dizendo que você tem um plano para colocar um fim a bagunça do fundão – Caio falou – isso é verdade?
    - Sim, hoje acabarei com eles! – Luna respondeu animada.
    - Que namorada em Adriano! – Caio comentou sarcasticamente – Bonita e meio maluca.
    - Por quê? Acha que eu não consigo vencer todo o resto da classe? Minha força é praticamente igual a do Adriano!
    Eu contive o impulso de rir para não levantar suspeitas, mas três semanas atrás eu não ganharia nem de uma velinha no braço de ferro, agora viraria um halterofilista no chão usando apenas um dedo, creio que se eu demonstrasse minhas novas habilidades, todos nem penariam em enfrentar a Luna em qualquer coisa, o que a impediria de conduzir sue plano, então eu fiquei quieto enquanto o Anderson e o Caio riam e diziam:
    - Forte como o Adriano! Essa foi a melhor do dia!
    - Riam a vontade, eu aposto que eu derrubo mais da metade da classe com uma bolada só num jogo de queimada!
    - Certo, se você fizer isso, você pode nos mandar fazer o que quisermos e não iremos lhe questionar em nenhum momento, pode ser para roubar o objeto mais valioso do museu mais protegido, ou comprar algo na cantina da escola. – Disse Caio certo da própria vitória.
    - E se falhar tem que namorar nós 2 e nunca mais o Adriano. – Anderson complementou achando que ela desistiria.
    - Trato feito! – Luna respondeu sabendo que não perderia – Hoje eu vou mostrar como minha força se iguala a do Adriano!
    E houve mais uma crise de risos até o professor de matemática chegar e entrarmos. Se eu dissesse que a classe estava um caos completo, estaria pegando leve, os garotos do fundo estavam jogando vôlei com mesas no meio da aula, e os professores nem davam atenção aquilo, que já se tornara algo comum, Luna parecia indignada.
    - Eu estou indignada! – Anunciou deixando claro que estava – Como eles podem fazer isso no templo de sabedoria que é a escola?
    - Pergunte a eles se não temer por sua vida – Anderson respondeu enquanto copiava exercícios da lousa. – É uma pena que seu plano vai falhar, eu ficaria muito grato.
    - A vitória será minha! Eu já disse que tenho uma força que se equipara a do Adriano!
    E mais uma crise de risadas decorreu até o professor falar para ficarmos quietos, como se o barulho do massacrante vôlei de mesas não fizesse barulho.
    A aula avançou barulhenta e perigosa como sempre, até chegarmos na terceira aula do dia, uma das únicas a fazer os alunos ficarem totalmente quietos e arrumarem todas as cadeiras e mesas, já que era a aula de educação física, e qualquer conversinha ou mesa fora do lugar era sinônimo de não sair e ter que ouvir a tediosa história de algum esporte. A professora Teresa ficou esperando na porta até todos entrarem, Luna foi até lá e se apresentou, e aparentemente contou seu plano, a professora parecia insegura, por mais que ela quisesse ajudar todos os outros professores, ela parecia saber que daria errado, já que o argumento de que você é tão forte quanto o garoto mais fraco da classe não é lá uma boa coisa, mas Luna estava confiante e determinada, era impossível para-la naquele estado de força de vontade.
    A professora suspirou fundo, e pediu silêncio para a classe e disse:
    - Nossa querida aluna nova, a Luna, gostaria de fazer uma proposta a todos que se interessarem. Por favor, conte a eles Luna.
    - Certo, então, eu acredito que poderíamos fazer uma aposta em um jogo de queimada, se vocês ganharem, eu e o Adriano faremos todas as tarefas, trabalhos e provas com consulta para todos do time que ficar contra nós! O que vocês acham?
    Eu não esperava nada a uma proposta dessas, a classe toda estava decidida a não ter que se preocupar com notas pelo resto do ano, então o Caio perguntou:
    - Caso aconteça, o que seria impossível, e se vocês dois ganharem contra o resto da classe?
    - Simples – Luna respondeu – ninguém vai fazer nenhuma bagunça, ninguém vai dar um piu quando os professores forem falar, e se vocês desobedecerem a isso, eu e o Adriano vamos passar todas as aulas de educação física atirando bolas com toda a nossa força nos que falaram, justo? Todos vocês contra nós dois! – E fez o apontou para mim, aquilo ia ser muito engraçado.
    - Só isso – João zombou – vocês não ganhariam nem que ficássemos parados e deixássemos vocês atirarem em nós a um metro de distância, é uma idiota mesmo.
    - Vamos ver quem vai ganhar na quadra, as regras serão bem simples, para ser justo, a professora vai dar a vocês todas as bolas que temos, um total de umas 20, de vôlei, basquete e futebol, se alguém acertar outra pessoa do time adversário e a bola caiu no chão, a pessoa sai; se jogar e o time adversário agarrar a bola sem que ela caia no chão, quem jogou está fora e quem segurou traz alguém que já tenha sido queimado de volta para o jogo, e se por acaso a bola acertar ou tocar mais de uma pessoa antes de cair no chão, todas as que foram tocadas estão foras, alguma dúvida?
    - Vocês começam já hoje com as tarefas? – Perguntou um garoto do fundo.
    - Bom – eu disse desprezando a pergunta – vamos logo, não precisa demorar mais do que alguns segundos.
    - Aé! – Luna começou - Quem for participar, assine na lista que a professora vai passar, ela será um contrato, quem tiver o nome lá vai ser validado como ganhadores ou perdedores, garantindo o prêmio do vencedor, e não se segurem, o contrato também vai isentar a escola e ao aluno que atirou a bola de qualquer lesão, hemorragia, perca de dentes, e quebra de ossos que possam ocorrer! – E sorriu feliz como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo.
    Após todos terem assinado a lista, fomos para a quadra de esportes, eu e Luna de um lado, o resto da classe do outro, seria um massacre de proporções épicas se os holoprojetores não estivessem com inibidores de força.
    -“Adriano” – Luna pensou e nossa comunicação mental se estabeleceu.
    - “Fala, vamos acabar logo com isso, vamos agarrar tudo ou...”
    - “Não, apenas se esquive, depois eu vou jogar uma bola para o outro lado com força para apenas cair no chão, se eles jogarem em você deixe acertar, depois você vê o resto!”
    - “OK” – Pensei confiante, minha querida gatinha não me deixaria na mão.
    O apito soou, uma chuva de bolas de todos os tipos vieram contra nós, com velocidade que faria um adolescente cair no chão e chorar caso alguma a acertasse, não foi problema algum desviar, após desviar de todas as bolas, eu me fingi de cansado, só para uma leve enganadinha, Luna também estava parecendo exausta, ela atuava muito bem, pegou uma bola de vôlei e atirou com tão pouca força que ninguém sequer se mexeu, ela pingou no chão dentro do lado adversário, Caio pegou a bola e disse:
    - Tchau Adriano! Vai ser bom ganhar a sua namorada! – E jogou a bola contra mim, eu saí da quadra.
    E mais uma falsa tentativa de jogar a bola, Anderson pegou a bola, e por mai quieto e inteligente que ele fosse, e não saísse de casa para praticamente nada além de ir à escola, ele era o mais forte da classe, ninguém sabia como, mas era, ele pegou a bola e lançou com tudo contra Luna, e ela apenas levantou a mão e a parou como se a bola não fosse nada.
    - Muito bem – ela bocejou e se espreguiçou – agora chega de brincar, meu querido, por favor volte e Anderson, sorte sua que vai sair agora. – e sorriu como uma criança travessa.
    Luna fez uma preparação grandiosa, então ela mirou bem na cabeça de um garoto do outro lado da quadra, completamente distraído conversando, seu pior erro, Luna jogou a bola que foi como uma bala, acertou o garoto e ricocheteou na garota ao lado e foi fazendo isso, batendo de um em um a uma velocidade extremamente alta, e por ultimo bateu no Caio, que apenas caiu sentado graças a perca de força dos outros em quem a bola acertou, ele olhou horrorizado para a bola e em seguida para Luna, e disse:
    - Que tipo de monstro é você? Como? Você disse que era tão forte quanto o Adriano! Ele não tem essa força!
    - Eu não minto! – Luna disse em tom severo – Só achei desnecessário falar que o Adriano ganhou um pouco de força durante as férias, eu não usei nem metade da força total minha! – E sorriu.
    Todos estavam horrorizados, e apenas uma pessoa fora poupada do massacre da bola, enquanto alguns saiam com sangramentos leves no nariz, pescoços doloridos e os desmaiados foram levados para fora da quadra, ele estava lá, aquele que eu mais odiava, João, o garoto com cara de porco com a habilidade de irritar qualquer pessoa viva, então a Luna disse:
    - Ele assinou o contrato sabe, não se segure, acho que é justo, eles não aproveitaram enquanto estavamos brincando, acho que não é mais hora de brincar!
    Eu sorri, peguei a bola de vôlei mais pesada que tinha passado para o nosso lado da quadra, João me encarava com a cara de porco, então eu mirei bem no meio da barriga e mandei com tudo que eu tinha, a bola acertou a barriga dele, e com um movimento giratório continuo, escapou das mãos dele, e bateu no queixo, ele caiu de costas no chão, se virou e vomitou o que tinha comido no café, e provavelmente o que almoçara quando tinha 3 anos.
    A professora estava impressionada, apesar de estar cuidando dos machucados, que não eram tão sérios quantos pareciam, Luna estava feliz e gloriosa, ninguém, fora o João, teve feridas sérias ao ponto de serem mandados para o hospital, e não podiam responsabilizar a professora e nem a nós pois eles poderiam ter nos feito a mesma coisa, então passamos o resto do dia nas aulas calmas e silenciosas, e quando não estavam assim, ou o Anderson ou algum dos outros alunos fortes tentavam tirar um braço de ferro contra mim ou a Luna, sempre perdendo, creio que dizer que estavamos brincando seria de mais, então usavamos apenas usando força necessária para ganhar, e fomos para a casa.
    Depois de almoçar em casa, eu fui me juntar a minha namorada, e ao eu entrar o Robert falou:
    - A Luna me contou que ela deu um jeito na bagunça da classe e você machucou um garoto durante isso. Eu sei que é verdade, mas é verdade mesmo? – Perguntou incrédulo.
    - Sim – respondi com medo que ele pegasse um chicote e me atacasse até eu parar de me debater – mas foi a Luna que disse para eu ir com força total, então...
    - Calma, eu não vou fazer nada, ela me disse dos detalhes, acho que se ele se propôs a jogar sabendo dos riscos, deveria ter pensado melhor.
    - A Luna está assistindo TV – Sarah me disse – vá lá com ela.
    Não foi necessário pedir uma segunda vez, eu fui até o quarto e desci pelas escadas até a sala de TV, e quando eu cheguei até a Luna, uma conversa de desenrolava na sala:
    - Quando vai contar a eles querido? – Sarah perguntou.
    - Em breve minha amada, no aniversário deles, 17 de agosto, não haverá mais aquele perigo e bem, contarei tudo a eles, não se preocupe. Em breve eles saberão da verdade.

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    Re: Os Guerreiros do Selo

    Mensagem por Drijunior em Seg Fev 10, 2014 9:18 pm

    Capitulo 12 – Segredos Reveladas

    Os dias seguintes se passaram muito bem, em casa o Robert estava tolerando que eu abraçasse a Luna, ele era um pouco assustador e super protetor com a filha única, mas fora de casa podíamos ter um relacionamento normal de humanos, apesar da Luna sempre reclamava de eu resistir a instintos felinos que apareciam, como brincar com novelos de lã e usar o arranhador, mas eu acabava sucumbindo a eles, eu podia não gostar de ir a favor deles, mas isso sempre deixava a Luna feliz, então eu não me importava tanto, já que ela ficava feliz.
    A escola estava calma, os professores estavam felizes por poderem explicar a matéria, e pelos alunos não destruírem a classe, só João que insistia em falar enquanto os professores explicavam, o que era muito bom, pois eu podia me divertir atirando bolas nele durante as aulas de educação física.
    E sempre que tinha oportunidades, eu desaparecia por algumas horas para ir ajeitar meu presente para Luna, com a ajuda de Robert, meu presente ia ficar lindo, algo que a Luna merecia.
    E chegou o dia do nosso aniversário, com o meu presente muito bem guardado na minha mochila, eu sai para encontrar minha gatinha como era nosso costume, o dia 17 de agosto, uma bela sexta-feira estava muito bonito, o céu azul, com um clima um pouco frio de inverno, que eu e Luna adorávamos, ela esperava ao lado do meu apartamento como sempre, eu peguei uma caixinha preta com uma linda fita, e dei para ela dizendo:
    - Feliz aniversário! Aqui meu presente, espero que goste!
    - É um presente seu, com certeza vou gostar. – Disse a mim alegremente.
    Ela desfez cuidadosamente a fitinha e abriu a caixa, de onde ela tirou uma pulseira, com um ouro branco e escrito Luna em pedras azuis, ela olhou para mim e me disse:
    - Que linda! Eu sei que é chato, mas onde você comprou? – Perguntou encabulada.
    - Não comprei, eu pedi ajuda ao seu pai, ele me ajudou, eu minerei, ele converteu em metal e eu esculpi a mão, ou a garras, como preferir.
    Ela estava sem palavras, acho que eu tinha dado realmente sem preço a ela, então eu disse:
    - Saiba que isso não tem preço.
    - Claro que não tem! É um presente feito a mão, colocar um preço nisso seria o cumulo! – Me disse como se tivesse dito algo extremamente idiota.
    - Não, é que os matérias que eu usei não são da Terra, eu peguei lá – e apontei o dedo para a Lua que desaparecia em meio ao nascer do sol.
    - Você foi a Lua? Por que materiais da Lua?
    - Bem, foi graças a ela que eu te conheci se bem me lembro, sai para apreciar ela mas encontrei algo muito mais bonito – e passei a mão pelo rosto dela, e ela sorriu – seu nome é com base na Lua, então eu achei justo, você mereceria algo melhor, mas não tive outra ideia...
    - Seu bobo – me sensurou – eu acho que ninguém, com exceção do meu pai provavelmente, faria algo tão bonito para a pessoa que ama, você foi a Lua e minerou, bem do que é feita a pulseira?
    - De ouro branco lunar e diamantes azuis lunares, só são encontrados no lado escuro, e agora entendo o porquê do nome.
    - Eu sei que não é algo tão bom, mas eu espero que goste.
    Ela me abraçou e me beijou magnificamente, posso dizer que o fato de poder estar com ela naquele dia era o presente mais perfeito, ela era a quem me fazia feliz, e aquele longo beijo, que eu desejava profundamente que não acabasse, mas acabou, eu me sentia o homem-gato mais sortudo do mundo, e creio que eu era, então Luna me olhou, seus olhos azuis estavam lindos, ela me disse se lembrando de que o tempo não havia parado:
    - Vamos antes que nos atrasemos! – E saímos correndo.
    Quando chegamos a escola, o portão estava se fechando, e entramos no ultimo instante, respiramos fundo e seguimos até a nossa classe, no caminho, Luna me disse:
    - Meu pai disse que tem um presente para nós dois, disse que talvez não o queiramos, mas vai tentar nos dar do mesmo jeito.
    - Creio que é algo inacreditável.
    - Sim – ela sorriu.
    - Talvez ele vá nos propor uma separação, aposto cinco reais nisso.
    - Feito! – Luna concordou animada.
    O dia de aula foi comum, exceto por todos estarem nos cumprimentado, mas isso era normal no dia do aniversário, naqueles dias na aula, enquanto eu conversava com meus amigos e minha namorada, eu sempre pensava, como eu via Luna como ela realmente ela, tínhamos uma ligação mental, eu sentia que era algo bem além daquilo, algo bem maior, mas não fazia ideia do que seria, e também imaginava como os outros nos viam, dois adolescentes normais, quando não éramos, eu sentia um pouco de remorso por não contar aos meus amigos, mas isso poderia ser de mais para eles, eu até agora não entendo como eu não pirei quando encontrei a Luna, então falar disso para os meus amigos seria um choque forte demais para eles.
    Após as aulas, irmos para casa, almoçarmos, nos reunimos na sala de invenções do Robert, ele nos esperava lá, com o computador e a esteira que criavam coisas do nada, e as cadeiras que permitiram que eu passasse meus conhecimentos para a Luna, que se eu bem lembrava, ficava em outro andar, então eu perguntei:
    - O que isso faz aqui? – Imaginei que como podia copiar, poderia apagar memórias – O senhor vai apagar nossas memórias?
    - Claro que não, vocês não me desobedecerem ao ponto de eu ter que apagar suas memórias.
    Eu peguei uma nota de cinco reais no meu bolso e passei para Luna.
    - Certo, eu gostaria de relembra-los que eu não posso trazê-los de volta a forma de um humano, o DNA de vocês está modificado de forma permanente.
    - Nós não nos importamos! – Luna disse mostrando muita confiança – Eu vivi e cresci assim, jamais gostaria de me tornar humana, por mais que a vida sendo metade gata seja difícil, eu não ligo.
    - Eu também não – acrescentei – sempre quis isso, mas era algo quase inalcançável, agora que não é mais, não tenho motivos para voltar a ser como eu era.
    - Certo, eu sei que isso talvez seja chocante, mas eu menti para vocês, eu já tinha a muito um soro, que permitia que qualquer um que sofreu mutação voltasse a ser como era, tive medo que vocês tentassem, e se voltassem, a Luna seria morta pela doença que exigiu que eu fizesse isso.
    - Calma pai, – Luna o acalmou – eu não me importo com isso.
    - Luna, o que eu vou pedir a vocês, podem recusar, eu não vou pressiona-los a escolher o que eu quero pois eu acho melhor, deverão fazer o que querem.
    - Certo o que é? – Perguntei impaciente.
    - Eu não era um expert em genética, eu tinha um grande amigo, ele seria o padrinho da Luna, mesmo com toda a contraversão do governo, eu fiz escondido com a ajuda dele, só que quando ele sofreu um acidente com um dos experimentos, eu o levei ao hospital, e eles disseram que ele estava inconsciente, e poderia entrar em um coma, coisa que não aconteceu, mas quando ele saiu do hospital, eu havia transformado você, minha filha, e a mandado embora para a sua segurança, quando ele veio me ver, esperando que eu tivesse te salvado, mas menti e disse que havia morrido alguns dias depois.
    - Nossa – suspirei – eu quero saber uma coisa, como assim se o governo descobrisse, eu lembro que a Luna tem um cartão de crédito que você recebeu do governo, mas o que mais você está escondendo? – Questionei.
    - Certo, devo essas explicações, sabem eu trabalho para o governo, não do Brasil ou dos Estados Unidos, mas de todo o mundo, sou um cientista de todas as nações, eles me falam o que eu devo construir e eu faço, e em meu tempo livre crio outras coisas, e para evitar confusões, eu sou pago com coisas, como a construção desse complexo enorme, a casa da praia e muitas outras coisas ao redor do mundo.
    - Uau – comentei – e eu achando que isso aqui era uma daquelas bases secretas de super-heróis, que o governo nunca encontra, mas na verdade, eles poder vir aqui quando quiserem.
    - Sim – Luna saiu de seu silêncio – então era realmente muito perigoso eu ficar aqui, agora fico um pouco feliz por ter tido que viver tanto tempo sozinha nesse bosque aqui ao lado.
    - De qualquer modo – Robert continuou – esse não é o ponto, meu amigo disse que nunca mais voltaria aqui, e nem voltaria a me ver, pois a falha dele impediu que ele te salvasse Luna.
    - Creio que tenha um “mas” vindo aí. – Suspirei.
    - Sim, - Robert confirmou – mas eu tinha me esquecido que ele possuía acesso total aos computadores daqui, quando você voltou para a casa, ele descobriu com base no histórico de uso de elevador.
    - Os computadores daqui tem um histórico de elevador? – Questionei.
    - Então, quando ele viu eu indo ao andar mais baixo que seria o seu quarto Luna, ele checou as câmeras e viu vocês dois, ele assistiu tudo, desde que saíram do quarto da Luna no dia em que se conheceram, até o dia seguinte quando ele me avisou que havia visto tudo, e sabia que você, Adriano, aceitou ser transformado, então ele me enviou um e-mail contando o que havia visto, e sabendo que a Luna estava viva, mesmo não sendo mais completamente humana, ele faria de tudo para fazer com que todos os aceitassem.
    - Então ele vai criar uma ONG para nos apoiar e reconhecer que somos seres inteligentes e não cobaias para o governo? – Perguntei.
    - Não, ele vai fazer com que todos no mundo se tornem como vocês, metade humano, metade animal. – me respondeu.
    - Isso é muito ruim – Luna falou – fazer isso prejudicaria tudo, fauna, flora e as próprias relações humanas.
    - Na verdade não – Robert comentou – ele pretende usar uma sequencia de DNA mais especifica, e modificar as pessoas em animais do próprio local não seria tão sério, se não fosse pelo fato...
    - De muitos jamais se quer sonharem em ser transformados de tal forma. – Conclui.
    - Exato, e ele vai começar amanhã, naquele concurso de beber água aqui no campo. – Robert falou, tinha uma certa preocupação na voz.
    - Eu havia esquecido, disso – Luna disse – quem beber mais água ganha um milhão de reais, né?
    - Sim – confirmei lembrando dos carros de som que passaram anunciando tal coisa – ele vai colocar o modificador genético na água, e deixar que a ganância humana faça o resto, devo admitir que ele bolou um bom plano.
    - Não é só isso – Robert exclamou – isso é só o começo, ele pretende criar uma chuva transformadora, recolhendo dados sobre o resultado das transformações, e vai criar uma nuvem que cobrirá o mundo por meia hora, fazendo chover a substância transformadora, que vai se tornar um gás quando atingir algo sólido, esse gás transformará todos no mundo, e bem, eu creio que só existe uma maneira de impedi-lo.
    - Nós dois! –Luna exclamou – Quer que nos tornemos super-heróis?!
    - E eu pensava que minha vida não ficaria mais esquisita – disse – acho que seria divertido, eu sei que escolhi meu caminho seguindo o coração, mas o resto da humanidade nos consideraria os causadores disso, fomos os primeiros a serem transformados, seria nossa culpa se outros também fossem.
    - Exato – Robert respondeu, parecia desanimado – eu não quero isso, pode ser perigoso, sei que em algum momento podem perder suas vidas em uma batalha sem sentido, não quero força-los a isso, jamais me perdoaria em ver qualquer um dos dois mortos por minha culpa.
    Luna se levantou e o abraçou, eu fiz o mesmo, nos afastamos e Luna disse:
    - Pai, sei que voltei a pouco tempo, e todo o tempo que vivi escondida sabia o que aconteceria se me encontrassem, sabia que eu poderia acabar morta, você também.
    - O senhor – continuei – nunca desistiu da vida da Luna! Você a salvou, fez o que fez pois a ama, não teria sentido não deveria se preocupar com algo tão tolo quanto a morte de novo, enquanto existir amor entre nós e o vínculo que une eu e a Luna, não morreremos, não desistiremos de uma luta que pode moldar o destino, a humanidade talvez um dia nos aceite, talvez, mas até lá, é nosso dever mantê-la segura, para que não nos vejam como seres maus, mas como aqueles que os defenderam!
    - Belo discurso – Luna disse impressionada – me convenceu que nosso dever é lutar e salvar o mundo.
    - Se vocês dois aceitarem fazer isso, vamos aos preparativos!
    - Está aceito! – Eu e Luna falamos juntos.
    - Certo, vamos começar?!

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    Re: Os Guerreiros do Selo

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      Data/hora atual: Dom Dez 16, 2018 1:13 pm